Caros leitores e leitoras.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Crise!? Que crise? Grupo Estado faturou mais de R$ 1 bilhão em 2008

A news letter Jornalismo & Cia, informa na sua edição de 29/4 que Grupo Estado faturou R$ 1 bilhão em 2008. Na área jornalística, os destaques ficam para a Agência Estado e para a Rádio Eldorado.
Com um crescimento da ordem de 8,4% nas vendas e nas prestações de serviços, em relação a 2007, o Grupo Estado, segundo dados divulgados no último sábado (24/4), faturou em 2008 R$ 1,005 bilhão. As receitas operacionais líquidas das empresas do grupo totalizaram R$ 817 milhões, superiores 5,3% em relação ao ano anterior.
Considerando os jornais e a mídia digital, que representam a maior parte do faturamento do grupo, o crescimento foi de 5%, passando de R$ 552,7 milhões para R$ 580,4 milhões. O maior crescimento, no entanto, veio da Agência Estado, que alcançou R$ 131,8 milhões, num salto de 18,9% sobre o exercício de 2007.
Também a Rádio Eldorado apresentou crescimento vigoroso, com 10,4% sobre o ano anterior, chegando a uma receita total de R$ 22,2 milhões, embora com audiência menor (caiu de 27,4 mil ouvintes por minuto, em média, em 2007 para 25,2 mil em 2008). A queda no endividamento do grupo foi outro destaque do balanço divulgado, com uma diminuição de 16,4% em relação a 2007, num montante hoje estimado em R$ 158,6 milhões.
O relatório finaciero completo pode ser no site do estadão.

MST: Repórter da TV Liberal desmente versão da Globo de cárcere privado

Profissionais de comunicação e espectadores de televisão ficaram espatandos com a notícia veiculada pela Rede Globo que profissionais do jornalismo da sua afiliada, a TV Liberal, haviam sido detidos por integrantes do MST no Pará e utilizados inclusive como escudos humanos. Tudo isto teria acontecido quando da cobertura do conflito na fazenda Santa Bárbara, em Xinguara.

Em depoimento à Polícia do Pará, o repórter da TV Liberal, Vitor Haor negou a versão transmitida via satélite para todo o Brasil e que provocou incluive a emissão de notas de protesto por parte de organizações internacionais. Vitor Haor esclareceu que as equipes de reportagem foram para a fazenda a convite dos proprietários e com alguns custos bancados - inclusive tendo sido transportados em uma aeronave de Daniel Dantas.

A cobertura completa deste tema foi divulgado pelo Jornal Brasil de Fato um dos raros que se dignou a dar continuidade à cobertura dos fatos. A matéria Repórter da TV Globo desmente versão de cárcere privado com a cobertura com a cobertura completa está disponível para leitura na internet.

Pierre Zemor e a Comunicação Pública no canal NBr

O Canal NBr da TV Brasil (veiculado na Net, Sky e também captado por antena parabólica) vai transmitir no próximo domingo, 3, a partir das 14 horas, a palestra ministrada pele cientista social francês Pierre Zémor, em Brasília, na sexta-feira, 24/4.
Pierre Zémor falou sobre "Comunicação Pública, a experiência francesa" numa promoção da Enap, Embaixada da França e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Pierre Zémor foi membro de diversos gabinetes ministeriais franceses. Hoje é presidente da Federação Européia de Associações de Comunicação Pública, Conselheiro de Estado Honorário e Oficial da Legião de Honra francesa.
Elé elaborou vários estudos e pareceres sobre serviço público e comunicação. É autor de livros como La communication publique, Le sens de la relation:organisation de la communication du service public, Pour un meilleur débatpublic, Le défi de gouverner, communication comprise: Mieux associer lescitoyens? e La communication publique en pratique. Várias de suas obras foram doadas a Biblioteca da Enap e estão disponíveis para consulta

terça-feira, 28 de abril de 2009

Uso de internet móvel cresce 673% na América Latina

Do Portal Pay-TV - 27/04/2009

A América Latina foi a região na qual o uso de internet móvel apresentou maior crescimento anual, que foi de 673% entre março deste ano e o mesmo mês de 2008. O número de usuários únicos no período, nos dez países com maior crescimento nessa área, saltou 164%, equanto o número de transferências de dados subiu 510%.
Foi justamente na América Latina, que o Opera Mini, navegador de internet móvel da Opera Software, registrou o maior crescimento.
De acordo com estudo feito pela própria empresa, o Chile, que ocupava a nona posição na área saltou para a primeira, e o Opera Mini apresentou um crescimento de mais de 3.200% naquele país, numa comparação ano a ano. Brasil, México e Venezuela, que vêm na sequência no ranking da América Latina, também tiveram avanço acelerado.
No mundo, o uso do browser de internet móvel da Opera teve crescimento recorde em março deste ano, quando mais de 23 milhões de pessoas utilizaram o programa, registrando um aumento de 12,1% em relação ao mês anterior e de 157% na comparação com o mesmo mês de 2008. Desde fevereiro, o número de pageviews (ou páginas navegadas) subiu 17,4%, representando 8,6 bilhões de páginas visitadas por meio do Opera Mini.
A pesquisa também mostra que o navegador foi responsável por 148 milhões de megabytes de dados transferidos em março deste ano no mundo, um crescimento de 319% frente o mesmo mês do ano passado.

Publicidade cresce, circulação cai. Será um paradoxo?

Duas notas do Sitio M&M Online, publicadas em 27/04/2009, chamam a atenção pelo comportamento díspare entre crescimento publicitário e redução das tiragens dos principais jornais brasileiros. Pelas contas do M&M, do início da década aos primeiros meses deste ano, todos os jornais mais conhecidos do País tiveram reduzidas sua circulação, em alguns casos chegando a quase à metade do que praticavam antes.
Por outro lado, o Brasil e a América Latina deverão apresentar neste ano de 2009, mesmo com a crise, um crescimento da receita publicitária, da ordem de 9%, ultrapassando à casa dos 20 bilhões de dólares.


Este paradoxo de circulação menor e receita maior é um bom tema para debate.
Confira as notas abaixo e deixe suas considerações no espaço para comentários

Grandes jornais tem pior circulação da década
Oito dos 20 maiores diários brasileiros registram quedas no primeiro trimestre


Por Alexandre Zaghi Lemos

O fechamento do primeiro trimestre gerou sentimentos bem diferentes entre os principais jornais brasileiros. O período de janeiro a março foi o pior em circulação desta década para seis dos 20 maiores diários do País: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Dia, Diário de S. Paulo, Correio Braziliense e Jornal da Tarde.

Também não têm o que comemorar O Globo e Extra, que só registraram um trimestre tão ruim em 2003 e 2004. Apesar da pequena reação de 1,5% em relação ao início do ano passado, o gaúcho Correio do Povo fechou o trimestre com sua segunda pior circulação desde 2000.

Líder do ranking, a Folha de S. Paulo começou o ano 2000 com média diária de 429.476, foi caindo ano após ano até fechar o primeiro trimestre de 2009 com 298.352. O mesmo ocorreu com seu maior concorrente, O Estado de S. Paulo, que registrou queda de 391.023 para 217.414.
Em igual situação de baixas sucessivas no período encontram-se O Dia (de 264.752, em 2001, para 91.819, em 2009), Diário de S. Paulo (que fechou o primeiro trimestre com média de 61.088, sendo que seu antecessor Diário Popular registrou 151.831 no ano 2000), Correio Braziliense (de 61.109 para 52.831) e Jornal da Tarde (de 58.504 para 50.433).

No Rio de Janeiro o cenário não é muito diferente, já que O Globo começou o ano 2000 com média diária de 334.098 e fechou o primeiro trimestre de 2009 com 260.869, número superior apenas a outros dois anos desta década: 258.485, em 2003, e 250.480, em 2004. Exatamente o mesmo ocorreu com o Extra, que entrou no ano 2000 com média de 264.715 e chegou a 258.324 nos três primeiros meses de 2009, resultado melhor apenas que os de 2003 (236.466) e 2004 (224.071).
No caso do Correio do Povo, a circulação média do início de 2009 (155.774) é maior apenas que a do primeiro trimestre do ano passado (153.439), considerando-se o período desde 2000, quando atingiu 217.897.
Em alta
Em situação oposta estão os jornais Meia Hora, Lance, A Tribuna, Expresso da Informação e Valor Econômico, que encerraram o primeiro trimestre de 2009 com sua maior circulação desta década. A circulação média nos três primeiros meses do ano foi de 219.148 para o Meia Hora, de 131.423 para o Lance, de 62.909 para A Tribuna, de 62.714 para o Expresso da Informação e de 53.885 para o Valor Econômico.
Comemoração também para Zero Hora e Diário Gaúcho, que tiveram o segundo melhor começo de ano desde 2000. No caso do primeiro, a média de 184.893 perde apenas para a de 186.471, do primeiro trimestre do ano 2000. Já o Diário Gaúcho fechou os três primeiros meses de 2009 com média de 156.818, o que representa queda de 7,8% em relação a igual período de 2008, quando registrou 170.055, seu melhor início de ano da década.
Com média diária de 90.415, o Agora São Paulo não tinha um primeiro trimestre tão bom desde 2002 (108.456). Já o Estado de Minas fechou o período de janeiro a março com média de 76.628, melhor resultado desde 2003 (78.882). Apesar da queda de 4,4% em relação aos primeiros três meses de 2008, de 298.438 para 285.184, o mineiro Super Notícia, maior fenômeno de circulação do mercado brasileiro atualmente, manteve a segunda posição no trimestre - atrás apenas da líder Folha de S. Paulo.
Caçula no ranking, o goiano Daqui continua crescendo: fechou o trimestre com média de 59.089, aumentando sua circulação em 44% em comparação aos três primeiros meses do ano passado (40.931).
O levantamento, publicado pela coluna Em Pauta da edição 1356 de Meio & Mensagem, que circula com data de 27 de abril, foi feito pela reportagem do jornal, com base nos relatórios mensais do Instituto Verificador de Circulação (IVC).


Publicidade: Investimentos na AL são os únicos a crescer
Brasil e a América Latina serão as únicas regiões do planeta em que os investimentos publicitários em mídia crescerão no ano de 2009


Por Felipe Turlão

O GroupM, conglomerado de compra de mídia que faz parte do grupo WPP, divulgou recentemente novo relatório semestral com previsões sobre a publicidade global e atestou: a América Latina será a única região do mundo em que os investimentos publicitários em mídia crescerão em 2009, na ordem de 8,2%, chegando a US$ 20,3 bilhões.
A América do Norte atingiria um total de US$ 164 bilhões, o que representa redução de 4,2%. O estudo aponta a Europa Ocidental com queda de 6,7%, para US$ 99,9 bilhões, e a Ásia com redução de 3,3%, para US$ 112 bilhões. O total global indica US$ 425 bilhões, queda de 4,4%. De acordo com dados do relatório, isso interrompe o crescimento de 2008 em relação a 2007 que, após revisão de resultados, ficou em 3%. Vale lembrar que se os investimentos fossem ajustados às taxas de inflação, ainda assim a América Latina seria a única a ter crescimento real, de 1,7%.
No índice por países, o Brasil é o oitavo maior mercado do mundo e o único dentre os 14 grandes para o qual se prevê aumento nos investimentos publicitários, atingindo US$ 10,3 bilhões. Isso representaria alta de 5% em relação a 2008.
A maior publicidade do planeta segue sendo a norte-americana, com US$ 155 bilhões de investimentos, mas com queda de 6% em comparação a 2008. Na sequência, pela ordem, estão Japão, China, Alemanha, Reino Unido, França e Itália, todos com variação negativa.
Para Adam Smith, diretor de futuro do GroupM, "o período de 2008 a 2009 marca a mais séria recessão da publicidade, tanto em termos de escala como de duração e impacto na economia global, mais até do que a queda de 5,1% ocorrida em 2001, muito em decorrência dos ajustes necessários por causa da bolha da internet".

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Comissão do MEC quer garantir liberdade curricular dos cursos de Jornalismo

De Miriam Abreu, do Rio de Janeiro, do portal comunique-se

O Presidente da Comissão formada pelo Ministério da Educação para aplicar novas diretrizes curriculares aos cursos de Jornalismo, José Marques de Mello, deixou claro que o objetivo do grupo é garantir "a liberdade curricular nas universidades e estabelecer diretrizes que não sejam uma camisa de força. Vamos respeitar as diversidades regionais, não queremos um tipo de jornalismo chapado. Defendemos uma formação básica genérica e unificada, mas cada curso deve procurar uma vocação", explicou ele ao Comunique-se, ao término da audiência realizada na manhã desta sexta-feira, no Recife.
Ele avaliou como produtivo o encontro com representantes das associações, entidades de classe e jornalistas profissionais. "Todos nos trouxeram propostas concretas do perfil do novo jornalista, das competências deste profissional".
O presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, apresentou um resumo das sugestões da entidade para o estimulo à qualidade do ensino do jornalismo (leia na íntegra aqui). "Somos contrários à dupla formação, à complementação da formação, favoráveis ao curso específico dentro do campo da comunicação. Pedimos também uma audiência depois da que será realizada em São Paulo, em 18/05, para a apresentação da conclusão do resultado final do trabalho desse grupo de especialistas", contou Murillo.
Ele lamentou a ausência de representantes das entidades patronais, como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert). "Espero que essa ausência não signifique que essas entidades sejam contra a formação superior, já que são contra a obrigatoriedade do diploma. Acho um desrespeito ao trabalho que esse grupo voluntário está desenvolvendo no sentido de qualificar o ensino no País"."Na verdade essa ausência não significa boicote. As entidades patronais têm mandado sugestões, não estão ausentes. Nem sempre as datas das audiências são viáveis para todos", respondeu Mello.
As audiências têm sido um avanço, na avaliação do presidente da Comissão. Ele está ciente de que há posições contrárias e deixou claro que o grupo vai estabelecer diretrizes "consensuais, que atendam à sociedade".
Sobre as contribuições recebidas por e-mail até 30/03, ele conta que o grupo já leu as sugestões. "Há muita coisa pontual, repetitiva. Uma equipe do MEC está fazendo uma grade com essas contribuições".

TST: todo jornalista tem direito à jornada especial de cinco horas

Uma jornalista que atuou como assessora de imprensa na Editora FTD teve o direito à jornada especial de cinco horas garantida pelo Tribunal Superior do Trabalho. Segundo a decisão, "não há como recusar à jornalista o direito à jornada especial estabelecida em lei, ainda que a empresa se dedique a atividade fim diversa".
A jornalista trabalhou por cerca de dez anos na editora e, em outubro de 2000, após ser demitida, ingressou com ação na 49ª Vara do Trabalho de São Paulo pedindo, entre outras verbas, o pagamento das horas extras. Sua jornada de trabalho era de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h15, mas se estendia até as 21h, em média três vezes por semana. Em primeira instância, o pedido foi negado.
Em recurso ajuizado no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT/SP), a jornalista reiterou o pedido. Ele foi novamente rejeitado sob o entendimento de que o direito à jornada especial de cinco horas, prevista no artigo 303 da CLT, só seria válido quando a atividade fosse exercida em empresa jornalística, conforme o Decreto-Lei 972/1969.
No julgamento do recurso no TST, houve outra interpretação da legislação. O ministro relator, Lelio Bentes Corrêa, destacou que o ramo de atividade da empresa é irrelevante, sendo o principal a atividade exercida pela profissional. A tese foi acolhida por unanimidade pelo Tribunal, que determinou o retorno dos autos ao TRT/SP para o reexame dos pedidos.

Com informações do TST.

domingo, 26 de abril de 2009

Tese sobre Mídias das Fontes é lançada em livro na França


A tese de doutorado, MÉDIA DE SOURCE. Un nouvel acteur sur la scène journalistique brésilienne, (Mídia das fontes: um novo ator no cenário jornalístico brasileiro)defendida por mim, em outubro de 2007, na Universidade de Rennes 1, na França, acaba de ser editada em livro pelo Senado da República francesa.

O livro, que ganhou o subtítulo Un regard sur l’action médiatique du Sénat fédéral du Brésil (Um olhar sobre a ação midiática do Senado Federal do Brasil), é resultado da premiação que a tese obteve no concurso Le Prix de Thèse du Sénat - 2008 e integra a coleção Les documents de travail du Sénat, 2009.

A tese, agora livro, analisa o fenomeno muito peculiar ao Brasil que é o surgimento de meios de comunicação de massa mantidos e operados por atores sociais comumentes percebidos pela imprensa como fontes de informação. Os exemplos são vários: desde as rádios comunitárias mantidas pelo MST até a Rádio Verde Oliva do Exército, das mídias religiosas às parlamentares, das mídias universitárias às do Poder Judiário. Um estudo de caso foi dedicado às Mídias do Senado Federal (Rádio, Jornal, TV, agência escrita e radiofônica) e aos seus profissionais. Perfil Social, Rotinas Profissionais, Valores Jornalísticos, Critérios Editoriais e a influência sobre a imprensa comercial e seus jornalistas são alguns dos enfoques realizados.

A tese no Brasil ainda não tem uma previsão de ser lançada em português. Um trabalho preliminar foi publicado no livro Mídias das Fontes: o difuosr do jornalismo corporativo, editado pela Casa das Musas. Para os interessados, no roda-pé deste blog há informações para a encomenda do livro.

O prefácio da versão francesa é de autoria do professor Denis Ruellan e está disponível para leitura no portal sur le journalisme.com
O livro está sendo comercializado na França por 11 euros, pode ser adquirido na livraria do Senado francês, localizada no Palácio do Luxemburgo, em Paris, ou pela internet.

VIII Colóquio Brasil-França de Ciências da Comunicação

Está previsto para contecer de 3 e 4 de setembro de 2009, na Universidade Positivo de Curitiba o VIII Colóquio Brasil-França de Ciências da Comunicação. A última edição aconteceu na cidade francesa de Grenoble (foto), no Sul da França.
Sob a coordenação das professoras Zelia Leal Adghirni (UnB), Rosa Maria Dalla Costa (UFPR), Odile Riondet (SFSIC) e Nicole d’Almeida (CELSA/Paris-Sorbonne) o evento tem por objetivo dar visibilidade à pesquisa acadêmica em Comunicação realizada no Brasil e na França.
Uma das exigências desta edição do cóloquio é que os trabalhos a serem apresentados precisarão trazer análises compartivas entre os dois países. Estão previstas três mesas:


  • Mesa 1 – Os desafios da pesquisa em Comunicação no Brasil e na França

  • Mesa 2 – Estudos comparados entre Brasil e França

  • Mesa 3 - Estudos comparados entre Brasil e França

Os artigos devem ser escritos na língua original (português para brasileiros e francês para os franceses) e o prazo final para o envio de trabalhos é 30 de junho (a data para a confirmação da inscrição será divulgada posteriormente no site da INTERCOM). As normas para o envio das comunicações e outras informações sobre o colóquio estão disponiveis no endereço http://www.intercom.org.br/coloquios/brasilfranca2009.shtml

Argentina e Brasil com hábitos diferentes na net

Pesquisa de universidade argentina aponta que a grande distinção está no hábito de se utilizar redes sociais, que é muito mais forte no Brasil

Do M&M Online 24/04/2009

Um estudo realizado dentro da Universidade Austral concluiu que argentinos e brasileiros adotam diferentes hábitos na hora de se divertir com a internet. A pesquisa contou com 2 mil entrevista nas cidades de Buenos Aires, Rosário, Córdoba, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte.
A distinção fundamental se dá na participação nas redes sociais, onde 50% dos brasileiros têm participação, contra somente 5% dos argentinos, como apontou a professora María Celina Cantú, em entrevista ao diário La Nación. O estudo presume que a grande diferença reside no desenvolvimento precoce no País de sites como o Orkut.
Além disso, concluiu-se que 60% dos argentinos utilizam o computador para entretenimento, contra apenas 40% dos brasileiros. Um contraponto a isso é o dado de que 29% dos argentinos e 40% dos brasileiros declararam não saber utilizar o PC. E mesmo entre os que sabem utilizar, 40% (nos dois países) declararam não usar nunca ou esporadicamente, e 30% utilizam todos os dias. Outro dado interessante sobre hábitos é que 46% dos argentinos utilizam PC porque aprenderam enquanto utilizavam, ou seja, de modo intuitivo. Dentre os brasileiros, a maior parte, 43%, aprenderam com cursos. E a média de utilização nos dois países é equivalente, com 3,3 dias por semana e 2,5 horas por dia.
A grande semelhança entre os dois é quanto às ferramentas utilizadas no mundo online: e-mail, navegação na web e chat. Por fim, 52% dos argentinos usam os chats para relacionar-se contra apenas 44% dos brasileiros.Celulares e TV.
O estudo enveredou também para a utilização do celular. Cerca de 87% dos argentinos e 75% dos brasileiros utilizam o aparelho para entretenimento e somente 4% dos vizinhos e 7% dos nossos não sabem usar um celular. Uma diferença interessante é que 95% dos argentinos declaram se divertir enviando e recebendo SMS, contra somente 60% dos brasileiros. A televisão foi definida como uma importante fonte de entretenimento por 86% dos brasileiros da faixa mais baixa da pirâmide social, contra 66% dos argentinos dessa faixa que pensam o mesmo.

Sitio busca editor de internacional

O sitio Opera Mundi procura um editor que entenda e goste de assuntos internacionais, especialmente relacionados à América Latina, com experiência em edição de texto, de preferência em impresso e/ou internet, facilidade com idiomas (pelo menos inglês e espanhol fluentes) e familiaridade com multimídia, para um trabalho fixo de oito horas (???????) diárias na redação, segunda à sexta, com um plantão mensal em esquema "home office". Paga-se bem, salário a combinar. Interessados, favor mandar currículo para juliolazslo@gmail.com

Detalhe, mais uma vez, os veículos jornalísticos via Internet não respeitam à jornada limite de trabalho dos jornalistas, que é de 5 horas diárias, podendo ser prorrogada no máximo até 7 horas, na forma de acordo de jornada extra de trabalho, pagando-se adicional de hora extra. Se a Internet vem se transformando em um campo de oportunidades de trabalho para os jornalistas, de outro lado, ela se apresenta como um grande desafio para que sindicatos e a fiscalização do trabalho façam prevalecer as normas trabalhistas.

Diversidade Sexual e Mídia: Uerj lança curso de extensão

Diversidade Sexual e Mídia: conjuntura e perspectivas é o tema do curso de extensão que a UERJ oferecerá de 20/06 a 25/07, sempre , aos sábados, das 9h às 12h30. No curso, sob responsabilidade de Eduardo Peret haverá palestras e debates sobre os conceitos de Diversidade Sexual e de Identidade de Gênero conforme são apresentados pela mídia e como essa exposição contribui para a formação do senso comum e da cultura.
Será tratada ainda a questão da inserção LGBT no cinema, jornalismo, telenovelas, humor e desenhos animados, entre outros assuntos. Esta é uma primeira experiência, dependendo dos resultados poderá ser aprovada uma proposta de curso mais extenso, incluindo aspectos da Educação e áreas afins.
As inscrições serão realizadas de 13 de maio a 18 de junho, das 9h às 18h,na Uerj - Rua São Francisco Xavier 524, 1º andar, bloco A, sala 1006. Existe a possibilidade de bolsas para estudantes e integrantes de ONGs.
Informações: (21) 2587-7568/7875 ou por e-mail: cext.lpo@gmail.com

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Chamada de artigos: Como tem sido feita a crítica da mídia no Brasil?

Doze anos após o lançamento do primeiro site de media watching, o Observatório da Imprensa, a análise crítica sobre a cobertura jornalística se consolidou no Brasil. Desse pontapé inicial, multiplicaram-se projetos de crítica da mídia em diferentes regiões do país. Eles se propõem a realizar diagnósticos do que é produzido nas redações e abrir espaço para discussões entre diferentes setores da sociedade - a comunidade acadêmica, o mercado de trabalho, as entidades corporativas e os consumidores de produtos informativos.
Tendo esse cenário como pano de fundo, o Observatório Mídia&Política, coordenado pelo Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB, quer discutir o estado da arte da crítica da mídia no Brasil. Este é o tema de edição que será lançada em maio de 2009. Convidamos pesquisadores, jornalistas, analistas e observadores da mídia a discutir o assunto, relatar suas experiências, enfim, fazer uma crítica da crítica da mídia no país.
As normas de redação e outras informações estão no site Mídia&Política . Os artigos devem ter em torno de 1.000 palavras. Os textos podem ser enviados para os editores Thaïs de Mendonça e Fábio Pereira . Prazo: 08 de maio de 2009.

Argentina: Amarc apoia projeto da nova lei de radiodifusão

O governo da presidente Cristinha Kirchner ganhou um importante apoio internacional ao seu projeto que reformula a legislação sobre teleradiodifusão. O projeto vinha enfretando oposição, principalmente pelos donos da mídia, pois pretende combater o oligopólio da propriedade dos meios e coibir a propriedade cruzada.
A Asociação Mundial de Radios Comunitarias para América Latina e Caribe - AMARC-ALC tornou público que apoia o projeto.
Confira abaixo, em espanhol, a nota divulgada pelo Observatório Latinoamericano para la Libertad de Expressión

ARGENTINA: AMARC DE ACUERDO CON PROYECTO DE LEY DE SERVICIOS DE COMUNICACIÓN AUDIOVISUAL

La Asociación Mundial de Radios Comunitarias para América Latina y el Caribe- AMARC-ALC, mediante su Programa de Legislaciones y Derecho a la Comunicación, ha expresado su satisfacción, de la presentación del Proyecto de Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual, en Argentina, así como, a la participación de los foros de discusión de este proyectado.
El proyecto de ley, intenta, que los servicios de comunicación audiovisual, incluidos los de radio y TV abierta, sean regulados, mediante una norma comentada, sobre la base de la legislación comparada y de las recomendaciones del sistema interamericano de derechos humanos.
El texto, parte de la iniciativa ciudadana denominada "21 Puntos Básicos por el Derecho a la Comunicación", elaborado por la Coalición por una Radiodifusión Democrática, el cual contó con la participación de más de un centenar de organizaciones e instituciones sociales, sindicales, académicas y profesionales de la Argentina.
AMARC- ALC, además, deja constancia de su compromiso con este indispensable proceso de revisión y reforma de la legislación sobre medios de comunicación audiovisuales y, manifiesta, su interés en colaborar con la difusión y conocimiento de sus contenidos para facilitar el más amplio y plural debate posible”.

TV Digital: modelo brasileiro, aos poucos, vai virando sul-americano

O Peru anunciou oficialmente que adotará o modelo brasileiro de TV Digital, conhecido pela sigla SBTVD. O anúncio já foi feito pelo governo peruano, segundo informa o site Teletimes. O Brasil ainda agurada posição semelhante do Chile e da Argentina. O pronunciamento argentino era esperado para a visita do presidente Lula a Buenos Aires, visita que se encerrou dia 23/4, mas nenhum informe oficial foi divulgado.
Desde 2006, o Brasil promove, na América do Sul, em conjunto com o Japão, a divulgação do SBTVD.A adoção de um mesmo sistema de TV Digital em toda a Região, além de permitir o barateamento dos equipamentos - pois dará maior escala à produção dos mesmos - permitirá uma melhor integração sul-americana no setor.
O Itamaraty informou que o governo brasileiro recebeu, com satisfação, a decisão tomada pelo Peru, e que dentre as opções peruanas estavam os sistemas norte-americano ATSC e o europeu DVB.

Confira abaixo a nota do Teletimes sobre o assunto.

Peru adotará o padrão nipo-brasileiro

O governo peruano decidiu adotar o padrão de TV digital nipo-brasileiro, o SBTVD, conforme o periódico local El Comercio. A decisão foi anunciada pelo ministro de Transportes e Comunicações do Peru, Enrique Cornejo, depois de um período de avaliação que envolveu todos os outros padrões. Agora, segundo a imprensa peruana, será iniciada a adaptação do SBTVD ao mercado local, mas não há detalhes sobre os ajustes que serão necessários. Pesou em favor do SBTVD a possibilidade de transmissão móvel e gratuita.

Jornais brasileiros: Circulação digital de jornais ainda é incipiente

Cálculo do IVC mostra que as edições digitais responderam por apenas 0,15% da circulação total em fevereiro

Por Alexandre Zaghi Lemos do M&M Online-23/04/2009

Embora timidamente, tem crescido a circulação das edições digitais dos poucos jornais brasileiros que oferecem esta modalidade de assinatura, que pressupõe a digitalização de todas as páginas do jornal impresso, incluindo os anúncios. Seus usuários podem ler as edições diárias na tela do computador, como se estivessem folheando os jornais. Portanto, não se trata da reprodução online do conteúdo impresso nos sites das publicações, o que contribui para a audiência da internet, mas não para a circulação digital.
Assim como no caso das versões impressas, a medição da circulação digital paga é feita pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC), que já divulga números de quatro diários. Os dados mais relevantes são os do Estado de Minas, cuja circulação digital já responde por 5,8% do total, atingindo 4.676 em fevereiro - alta de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Nos demais jornais auditados, a representatividade da circulação digital ainda é inferior a 0,5%. Os dados de fevereiro deste ano mostram O Globo com 1.090, O Estado de S.Paulo com 461 e Jornal da Tarde com 83 assinaturas digitais. Nos dois últimos, que já eram auditados em fevereiro de 2008, o avanço foi de 6,2% e de 5%, respectivamente.
A mais nova adesão a esta modalidade de auditoria é a do jornal Correio do Estado, do Mato Grosso do Sul, que ainda não tem dados disponíveis.
Cálculo do IVC mostra que as edições digitais responderam por 0,15% da circulação total dos jornais filiados ao instituto em fevereiro.
De acordo com pesquisa realizada neste mês pela International Federation of Audit Bureaux of Circulations (IFABC), órgão que reúne as entidades oficiais responsáveis por auditoria de mídia em todo o mundo, a participação das edições digitais chega a 3% na Suíça, gira em torno de 1% na Inglaterra, está na faixa de 0,5% na Dinamarca e em 0,3% na Polônia.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Bolsas para jornalistas na Espanha e nos Estados Unidos

Espanha

Estão abertas, até o final de junho, as inscrições para a seleção do Programa Balboa para Jovens Jornalistas Iberoamericanos, oferecido pela Fundação Diálogos, da Espanha.
Com duração de 26 semanas, entre os meses de fevereiro e julho de cada ano, o programa tem 200 horas de aulas, divididas em sessões intensivas de um dia por semana, e 896 horas de trabalho em um meio de comunicação, empresa ou instituição pública ou privada de Madri.
A Fundação cobre os custos de passagem e seguro-médico e dá bolsa mensal de mil euros aos participantes. Os candidatos devem ser graduados em Jornalismo, ter menos de 30 anos e um alto nível de espanhol, que deverá ser comprovado por certificado do Instituto Cervantes ou similar. Para a edição 2010, o programa conta com 20 bolsas.

Estados Unidos

Interessados em concorrer a uma das cinco vagas da Bolsa para Jornalistas da América Latina, patrocinada por Washington Post e Woodrow Wilson International Center for Scholars, devem começar a preparar suas propostas.
As inscrições serão abertas em maio, o anúncio dos ganhadores acontecerá em julho e o programa começará em meados de setembro.
A bolsa consiste num estágio de três semanas na redação do Washington Post, durante o qual os repórteres selecionados trabalham em seus respectivos projetos com os apoios de um mentor designado pelo jornal e do Wilson Center, uma instituição dedicada à pesquisa e debate de políticas públicas.
A competição será aberta a jornalistas de todos os países da América Latina.

Fonte: Jornalistas & Cia, edição 689 de 22/4

Chile ganha lei que disciplina o acesso à informação

Entrou em vigor, dia 20, no Chile, a lei n°20.285 que trata sobre Transparência da Função Pública e Acesso à Informação da Administração do Estado. De acordo com a norma, os órgãos públicos se tornam responsáveis por responder solicitações de informação de cidadãos (transparência passiva) e por manter dados de interesse geral nos sites do governo (transparência ativa).
A lei cria também uma instituição independente, o "Conselho para a Transparência", com o objetivo de resolver os conflitos entre solicitantes e órgãos da administração central ou municipal. Um dos grandes desafios da nova norma é a definição dos critérios de publicidade e reserva da informação, que serão estabelecidos pelo Conselho a partir de resoluções tomadas.

Mais detalhes no sitio do Fórum de Direito de Acesso a Informações.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Imprensa não sentiu crise em 2008

Nota da Fenaj, baseada em levantamento da revista Meio & Mensagem relativo a 2008, indica que o faturamento dos jornais foi superior em 15,55% ao de 2007. Já a TV aberta, que sempre abocanha a maior fatia do bolo publicitário brasileiro, teve crescimento de 14,2%. A internet apontou o maior crescimento em investimentos publicitários: 47,2% . Levantamento da M&M mostra que o desempenho positivo dos veículos ocorreu também nos meses de janeiro e fevereiro de 2009, evidenciando que a crise econômica não produziu, no setor de comunicação, os efeitos negativos observados em alguns outros setores da economia nacional

Países do Mediterraneo criam um canal de televisão para a integração

Terramed este o nome do mais novo canal de televisão destinado à integração regional. O Terramed terá a sede central em Roma e pretende ser um canal multicultural e multilingue (francês, inglês e arabe). O canal, que já está em fase experimental de transmissão - uma hora por dia - pretende incentivar o espirito mediterraneo, em especial no campo cultural. Ele será disponibilizado via satélite. É fruto da ação de 22 países que conformam a bacia do mar mediterrâneo, tanto do lado africano, quanto europeu, quanto do Oriente Médio. A França já dedicou 2,9 milhões de euros para a viabilização do canal. Umportal de internet também será desenvolvido.
Mais detalhes, em francês, no Le Monde, na matéria
Des acteurs de l'audiovisuel du pourtour méditerranéen veulent lancer une chaîne de télévision

TV Digital: Argentina deve adotar modelo brasileiro

Atualmente, os países do Mercosul, em particular, e da América do Sul, no geral, usam sistemas diferentes de televisão. Os sistemas adotados ainda nos regimes militares, sob a justificativa de proteger a indústria nacional de televisão e evitar a entrada de aparelhos estrangeiros, fez surgir uma verdadeira sopa de letrinhas no campo das telecomunicações. No Brasil é o PAL-M, na Argentina, o PAL -N. Tem países que adotam o PAL-G, outros o PAL-Secam e outros o NTSC, de norte-origem amaericana. O resultado é que este modelo não só impediu o crescimento de uma indústria regional de telecomunicações como tornou mais dificil a troca de conteúdos culturais entre as emissoras dos diversos países. Para uma emissora brasileira receber imagens ou noticiários da Argentina ou do Chile era mais barato e fácil receber da CNN, nos Estados Unidos. O grande problema ficava no critério editorial utilizado pelas grande provedoras transnacionais de notícias.
Com a digitalização da televisão surgiu a possibilidade de tudo isto mudar. De ser adotado um só modelo para, pelo menos, o Mercosul. O Brasil decidiu utilizar o modelo japonês adaptado para o Brasil, o que surgiu o sistema SBTVD - Sistema Brasileiro de Televisão Digital. Ao lado do desenvolvimento tecnológico deu-se início a uma ação diplomática para que fosse adotado um só sistema na região.Num primeiromomento houve um fracasso, o Uruguai saiu na frente e decidiu adota o modelo europeu, DVB. Mas a Argentina está próxima de adotar o sitema brasileiro e esta decisão pode interferir em muito nas decisões dos demais países sul-americanos.
Confira na nota do TeleTimes News.

Argentina deve anunciar escolha do SBTVD após eleições de junho
Por Fernando Lauterjung do TeleTime News


Entre os brasileiros que frequentam a NAB 2009 comenta-se que a Argentina já teria decidido pelo padrão brasileiro de TV digital. Uma fonte no governo brasileiro confirma, afirmando que o anúncio, no entanto, não deve acontecer antes das eleições legislativas, que acontecem no dia 28 de junho. Os ajustes finais na negociação devem acontecer esta semana, com a ida do presidente Lula e do ministro Hélio Costa ao país. Após esta viagem, Costa segue para Chile, onde também tem a TV digital como assunto prioritário. Neste país, contudo, a disputa está mais acirrada. A mesma fonte diz que o Brasil convenceu o setor técnico do governo chileno. O primeiro escalão já teria decidido pelo padrão europeu, DVB; enquanto os radiodifusores vêm defendendo abertamente o ATSC.
"Há um ano atrás, o país estava pronto para anunciar a adoção do padrão americano, e nós conseguimos adiar a decisão", diz a fonte, afirmando que ainda há chances para o padrão brasileiro. Para o governo, se o Chile optar pelo padrão brasileiro, a América do Sul deve seguir a decisão, já que as três economias mais desenvolvidas da região estariam unidas em uma mesma tecnologia.

TV Digital: Abert é contra a multiprogramação

O modelo de TV Digital que está sendo implantado no Brasil permitirá que cada novo canal possa ser subdivido em até quatro outros canais. É a chamada multiprogramação. Emissoras públicas como a TV Senado apostam nesta alternativa tecnológica para ampliar a difusão de conteúdos e até investir em outros setores, como a educação à distância. Assim, um subcanal poderia transmitir as sessões do Plenário do Senado, enquanto outro traz entrevistas e documentários, um terceiro exibe os trabalhos em comissões e o quarto difunde atividades de ensino à distância. A multiprogramação é muito interessante para quem tem uma ampla variedade de conteúdo, caso contrário a emissora precisaria investir muito em novas produções. Esta talvez seja a razão da Abert ter se posicionado contra a multiprogramação, conforme nota publicada pelo sitio TeleTime News. Outra justificativa, seria a destinação do subcanal para transmissão de eventos pontuais, o chamado conteúdo móvel, que eventualmente poderá ser até cobrada. Por exemplo a transmissão de uma plenária de um partido ou um congresso, seminário, etc.Confira abaixo.

Abert é contra multiprogramação, exceto em plataformas móveis
Por Fernando Lauterjung,


publicidadeA Abert tomou partido oficialmente na discussão em torno da possibilidade de fazer multiprogramação no Brasil. Segundo seu presidente, Daniel Pimentel Slaviero, a Abert acha que o momento não é propício para que se discuta o tema, e se posiciona contra a multiprogramação. Para Slaviero, as transmissões de multiprogramação devem ser apenas como teste, com autorização precária do Minicom. "A radiodifusão se comprometeu a preencher os 6 MHz com a alta definição", afirma o presidente da Abert. Slaviero comemora o discurso do presidente da NAB, David Rehr, que aposta nas transmissões móveis como fonte de receitas para os radiodifusores. "Isso mostra que nossa decisão foi acertada", diz. A transmissão móvel é, na visão do presidente da Abert, a única coisa que precisa ser discutida na questão da multiprogramação. "Queremos, no futuro, achar uma solução para o conteúdo móvel, que não precisa ser o mesmo do canal principal", diz. A rigor, vale explicar, o conteúdo móvel teria de ser o mesmo transmitido para os dispositivos fixos, caso contrário, a emissora estaria fazendo multiprogramação. Mas várias emissoras de TV, inclusive a Globo, já têm planos abertos de transmitir conteúdos diferenciados utilizando o sinal móvel.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Duas vagas para jornalista no Inmetro

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro lançou edital para concurso público prevendo a contratação de dois jornalistas. As vagas são para a função de analista executivo em metrologia e qualidade – área: Comunicação Social/Jornalismo.

O edital estabelece os seguintes requisitos: diploma, devidamente registrado, de graduação de nível superior em Comunicação Social ou Jornalismo, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação.
As atribuições dos futuros contratados são: acompanhar, participar e executar atividades voltadas à produção de meios e conteúdos textuais e visuais para veiculação em meios impressos, eletrônicos e interativos, coordenando clipping de notícias; assegurar a exposição do Inmetro na mídia nacional, intermediando a relação entre a Instituição e a imprensa, redigindo releases e artigos relativos à atuação da autarquia; assegurar a uniformidade das informações emanadas da Diretoria, orientando os entrevistados com relação ao posicionamento da instituição; manter a Diretoria e os funcionários do Inmetro informados sobre assuntos relativos aos trabalhos desenvolvidos na instituição; subsidiar a área responsável pelo portal da instituição, quanto à estratégia de comunicação adotada; acompanhar a execução de serviços de terceiros relativos à sua área de atuação.

O salário varia de acordo com a titulação do servidor. Para quem tem só a graduação, é de R$ 5.274,74, Especialização, R$ 5.472,16; Mestrado, R$ 5.746,27; e com Doutorado, R$ 6.168,23. Esses valores são válidos até 30 junho de 2009 e a partir de 1.º de julho passam a ser, respectivamente, de R$ 5.964,34, R$ 6.203,60, R$ 6.508,84 e R$ 7.563,01.
A jornada de trabalho de 30 horas prevista em lei para os jornalistas, mais uma vez não é respeitada. Ela foi fixada em 40 horas semanais.

Mais informações: http://www.blogger.com/www.cespe.unb.br/concursos/inmetro2009

A Mídia em Debate

A Mídia em Debate será o tema de mais um "Debate Carta Maior”, a ser realizado nesta próxima sexta-feira, 24 de abril. O evento acontece no Hotel Macksoud Plaza, em São Paulo, às 19 horas, e terá entrada franca. Estão confirmadas as participações de Laurindo Leal Filho, professor da Universidade de São Paulo-USP, Venício Lima, pesquisador da Universidade de Brasília–UnB, Luis Nassif, jornalista e de Damian Loreti, professor da Universidade de Buenos Aires – Argentina, e com as participações especiais de Antonio Roberto Espinosa, professor da Escola Pós-Graduada de Ciências Sociais (FESP) e da Escola Superior Diplomática, e do jornalista Ivan Seixas. O evento terá transmissão ao vivo pela TV Carta Maior.

Concurso para jornalista no interior de São Paulo

O Consórcio Intermunicipal das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí abre concurso para a contratação de um jornalista. O salário é de R$ 2.489,15 e a jornada semanal foi fixada em 35 horas, duração que desobedece a regulamentação profissional dos Jornalistas, que é de no máximo 30 horas por semana. As inscrições custam R$ 50,00 e poderão ser feitas até o dia 23/04/2009 na cidade de Americana, Estado de São Paulo, na Rua Fernando Camargo, nº 500, Conjunto 53.

A avaliação dos candidatos para o emprego de Jornalista será feita em uma única fase com a realização de uma prova contendo 01 (uma) redação e 40 (quarenta) questões, distribuídas da seguinte forma: 20 (vinte) questões de Português, 10 (dez) questões de Matemática e 10 (dez) questões de Conhecimentos Gerais e atualidades. A prova será do tipo teste de múltipla escolha, cujas respostas serão apresentadas na forma de 05 (cinco) alternativas, com apenas 01 (uma) alternativa correta. A redação para o emprego de jornalista será realizada através de um texto pré-determinado e que aborde tema relacionado aos recursos hídricos, sendo usado como critério para a correção: adequação na introdução, gramática, obediência ao tema.
O edital está disponível na internet

domingo, 19 de abril de 2009

Jornalismo faz audiência de rádio pública francesa crescer sobre as concorrentes

A emissora estatal France-Inter, especializada em jornalismo e programas de entrevistas e debates, apresentou no primeiro trimestre deste ano um crescimento de 0,5 % em sua audiência. O resultado faz a emissora subir para o terceiro lugar com 10,2% da audiência nacional, encostando na emissora de música joverm NRJ ( se pronuncia energy) que conta com 10,6% e a campeã de audiência, a RTL, também com enfase na programação musical, com 12,3%. O detalhe é que as emissoras que estão em primeiro e segundo lugar estão descendo a ladeira do ibope francês. Outro ponto importante, segundo o jornal Le Monde, é que nos horários de rush do transito francês, (entre 8 e 8 h 30, 12 e 14 h, e entre 18 h e 21 horas), a emissora pública é absoluta na preferência dos ouvintes.
Os dados demonstram uma clara preferência pelo radiojornalismo enquanto conteúdo da grade de programação.

Mais detalhes em francês no Le Monde, na reportagem
Nouvelle forte progression de France-Inter tandis que RTL conserve son leadership

Festival do cinema brasileiro de Toronto

Estão abertas até o dia 5 de julho as inscrições para o Brazilian Film Festival of Toronto. O evento acontece de 4 a 8 de setembro na cidade canadense. Serão aceitas produções e coproduções brasileiras em curta, média ou longa-metragem, de qualquer gênero.
Mais informações e inscrições no site: http://www.brafft.com.

Celacom: do Jornalismo à Comunicação

Os 50 anos de estudos do Jornalismo e da Comunicação Social na América Latina estarão em pauta no XIII Colóquio Internacional sobre a Escola Latino-americana de Comunicação, o Celacom 2009.
O evento está previsto para acontecer em Marília, Estado de São Paulo, de 20 a 22 de maio e os trabalhos poderão ser enviados até 10 demaio à organização do Celacom.

O Celacom tem o apoio da Unesco. Maiores informações: www. metodista.br/unesco

A crise na visão dos jornalistas, humoristas e acadêmicos

A União de trabalhadores na imprensa de Buenos Aires - UTPBA está conclamando jornalistas, humoristas, chargistas, documentaristas, cienastas, fotógrafos, ensaistas, artistas plásticos, comunicadores sociais, acadêmicos, músicos, autores de história em quadrinhos, desportistas, gravadores, enfim todos aqueles que tiverem desejo de mostrar sua visão sobre a crise, a apresentá-la numa exposição especial. Todas as contribuições serão expostas no Salão A Crise Mundial e a Crise das Comunicações, que acontecerá na Biblioteca Nacional da Argentina, em Buenos Aires, de 4 a 6 de junho. As inscrições para a exposição e envio dos trabalhos devem ser feitas até 28 de maio.


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Reprise do Diplomacia



O Ano França no Brasil é um dos destaques no Diplomacia que vai ser reprisado neste final de semana de 18 e 19 de abril (Sab: 11h30 e 22h30, dom: 9h e 16h30). O Embaixador da França no Brasil, Antoine Pouillieute analisa, em entrevista exclusiva, as relações franco-brasileiras e garante que a Ponte sobre o Rio Oiapoque, ligando a Guiana Francesa ao Estado do Amapá vai ser inaugurada ainda na administração Lula. O Diplomacia traz um dossiê sobre os 18 anos do Mercosul e conversa ainda com o ex-presidente Eduardo Frei, que se lança a sucessão presidencial de Michele Bachelet. Ele defende uma verdadeira integração política para que a América do Sul tenham mais voz no cenário internacional.

O Diplomacia é dirigido e editado por mim, Chico Sant'Anna, e conta com reportagens de Romolo Mazzocante e produção de Bruno Castro.

A TV Senado pode ser sintonizada pelos canais: 36 UHF (Gama-DF), 40 UHF (João Pessoa-PB), 43 UHF (Fortaleza-CE), 49 UHF (Rio de Janeiro-Zona Oeste), 51 UHF (Brasília-DF), 52 UHF (Natal-RN), 53 UHF (Salvador-BA), 55 UHF (Recife-PE), 57 UHF (Manaus-AM).
Também nos canais 07 (Net Brasília), 118 (Sky), 217 (Direct TV) e 17 (TECSAT), ou pela internet no
www.senado.gov.br/tv

Proposta de emprego do Terra Magazine não respeita piso salarial

A oferta de trabalho divulgada pelo Terra Magazine (veja nota abaixo Enquadramento funcional: dois pesos e duas medidas no grupo Terra. ) não respeita o piso salarial - ou seja o menor salário que poder ser pago a um jornalista, dos principais Estados brasileiros.
Deve ser por isso, que para a vaga de repórter que pretende preencher ele não exige que o candidato seja jornalista.
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O Terra oferece salário de R$ 1.200,00, para a função de repórter. Ele não informa qual será a cidade/estado base do vínculo empregatício, mas assim mesmo, a oferta salarial está abaixo do que é praticado no mercado. Confira abaixo o piso salarial vigentes em alguns Estados, segundo o portal da Fenaj.

Acre, R$ 1.400,00; Alagoas, R$ 1.945,47; Ceará, R$ 1.360,42; Goiás, R$ 1. 215,00; Distrito Federal, R$ 1.560,13; Londrina e Oeste do Paraná, R$ 1.961,81; Minas Gerais, R$ 1.422,09; Pará, R$ 1.416,68; Paraná, R$ 1.961,81; Rio Grande do Sul, R$ 1.314,00; São Paulo, R$ 1.738,25

Enquadramento funcional: dois pesos e duas medidas no grupo Terra.

Enquanto o portal Terra da Argentina acatou perante o ministério do Trabalho daquele país, o enquadramento de webdesigners e profissionais de multimídia na condição de jornalistas (vide nota postada aqui Argentina: Terra reconhece webdesigners e profissionais de multimeios como jornalistas), aqui no Brasil, outro veículo do mesmo grupo, o Terra Magazine, busca um profissional para desempenhar as funções de repórter, mas nem exige que ele seja jornalista.

As exigências são quanto à nacionalidade. O candidato deve ser “nascido e formado em país de língua espanhola” e ser “hispanohablante”. Deve, ainda, se detentor de permissão legal de trabalho no Brasil, só que pelo decreto-lei 972/1969, que regula a profissão de Jornalista, só brasileiro nato ou naturalizado pode trabalhar no país como jornalista. Aos estrangeiros só é permitido trabalhar enquanto correspondente para veículos estrangeiros.

Pelo anúncio, o candidato deve acompanhar e conhecer o que se passa na América Latina. É imprescindível que saiba perceber onde está (ou pode vir a estar) uma notícia e aja como pede o meio, a internet. O salário é de R$ 1.200,00 mensais, mas não há informações quanto à duração da jornada de trabalho. Dependendo da base territorial do Terra Magazine, este salário poderá estar abaixo do piso salarial. Em Brasília, por exemplo, o piso salarial para cinco horas diárias de trabalhos era, até 31/03 , de R$ 1.560,13, e um novo piso a ser fixado em convenção coletiva está sendo negociado para vigir retroativamente a 1° abril.

Aos sindicatos e à Fenaj fica o alerta. Um eventual intercâmbio com a UTPBA da Argentina, pode ajudar a implementar uma ação conjunta. Mercosul, também para os trabalhadores.

Aos coleguinhas desempregados e que que se interessar, pela vaga deve entrar no linque de inscrições e responder ao questionário. Tudo isso até 30 de abril de 2009, às 22h.

Governo edita decreto que convoca a Conferência Nacional de Comunicação

Foi publicado no Diário Oficial da União do dia 17/4, decreto presidencial de 16 de abril de 2009 (ele não tem número) convocando a Conferência Nacional de Comunicação - Confecom, a ser realizada entre 1 e 3 de dezembro de 2009, em Brasília. A Conferência será presidida pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, que contará com auxílio do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, e do secretártio-geral da presidência da República, Luiz Dulci.

O tema central da Confecom é Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital. O regimento da Conferência ainda será elaborado, mas o decreto define que dela poderão participar delegados representantes da sociedade civil, eleitos em conferências estaduais e distrital previamente realizadas, e de delegados representantes do poder público. As deliberações da Confecom deverão nortear uma nova legislação para as comunicações no Brasil.

Prêmio incentiva jornalistas a cobrir temas perigosos

Jornalistas de países em desenvolvimento podem competir pelo Prêmio Kurt Schork 2009 em Jornalismo Internacional, que reconhece o trabalho jornalístico de temas polêmicos e perigosos. As inscrições vão até 22 de junho.
Um prêmio de US$5.000 será dado a um jornalista local de um país em desenvolvimento e a um jornalista independente que cobre notícias internacionais.
Os jornalistas interessados devem enviar o formulário de inscrição e três artigos originais publicados entre 1º março de 2008 e 31 de maio de 2009, além do currículo e uma carta explicando seu trabalho. Os artigos devem ter uma tradução em inglês.
O prêmio é uma iniciativa em homenagem a Schork, um jornalista independente que foi assassinado em uma emboscada militar enquanto realizava uma reportagem para Reuters em maio de 2000 em Serra Leoa.
Para mais informação (em inglês), visite http://www.comminit.com/en/node/268740/2754.

Pierre Zémor debate comunicação pública, em Brasília

Um dos principais pensadores mundiais da Comunicação Pública, o francês Pierre Zémor, estará em Brasília para apresentar a palestra A experiência da França em Comunicação Pública, seguida de debate com os professores Jorge Duarte, Heloiza Matos e Beth Brandão, especialistas na área.
O evento, que faz parte das comemorações do Ano França no Brasil, está aberto a servidores públicos, professores, estudantes – graduação e pós – e pesquisadores interessados no tema.
Pierre Zémor é presidente da Federação Européia de Associações de Comunicação Pública e também da Associação Francesa de Communication Publique. Um dos seus livros mais conhecidos, La Communication Publique, contou com tradução no Brasil da professora Beth Brandão.
A palestra está prevista para o dia 24/4, às 14 h, no auditório da Enap – Escola Nacional de Administração Pública, localizada no Setor Policial Sul, em Brasília.
Informações pelo telefone (61) 34 45 70 12 e (61) 34 45 70 79

Mercado fonográfico retoma fôlego e cresce em 2008

Os dados da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) apontam que as vendas da indústria de discos, apesar da crise financeira, cresceram 6,5% em relação a 2007. E os campeões de vendagem são as produções religiosas. Confira na nota divulgada pelo M&M On-line*.

Chico Sant'Anna

A indústria fonográfica brasileira ganhou um fôlego maior em 2008. No ano passado, as vendas geradas pela comercialização musical alcançaram o montante de R$ 359 milhões contra o total de R$ 337 milhões angariados em 2007. Os resultados de 2008 são os melhores do último período para a indústria da música, que viveu três anos consecutivos de retração em seus números.
Os valores foram divulgados pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) e apontam um crescimento de 6,5% no volume das vendas em relação ao ano passado. A melhora foi propiciada, em partes, pelo crescimento da exploração de novos formatos musicais - sobretudo os digitais - e pela maior participação da internet no cenário musical nacional.
Em relação somente ao mercado de música digital (que engloba internet e telefonia móvel), as vendas cresceram em 79,1% em relação ao ano de 2008. Atualmente, as vendas de músicas digitais representam 12% do total de comercialização fonográfica no País. A maior fatia ainda pertence aos CD's (61% do total do mercado). Em segundo lugar aparece o consumo de música via DVD's (27% de participação).
De acordo com os relatórios da ABPD, as ações de patrocínio e a participação do mercado publicitário no cenário musical - tanto em forma de parcerias como também de licenciamentos - colaboraram para a retomada do crescimento da indústria.
Confira as listas dos cinco CD's e DVD's mais vendidos em 2008:

CD's:
1- "Vida" - Padre Fábio de Mello
2- "Paz Sim, Violência Não" - Padre Marcelo Rossi
3- "Borboletas" - Victor & Leo
4- "Ao Vivo em Uberlândia" - Victor & Leo
5- "Multishow ao Vivo no Maracanã" - Ivete Sangalo

DVD's:

1- "Paz Sim, Violência Não" - Padre Marcelo Rossi
2- "Multishow ao Vivo no Maracanã" - Ivete Sangalo
3- "Multishow ao Vivo - Dois Quartos" - Ana Carolina
4- "Infinito ao Meu Redor" - Marisa Monte
5- "Ao Vivo em Uberlândia" - Victor & Leo

*Com informações da Folha de S.Paulo e do Valor Econômico.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Unesco cria biblioteca digital mundial

París, 16 de abril (ANC-UTPBA).- La Organización de las Naciones Unidas para la Educación , la Ciencia y la Cultura (UNESCO) presentará el próximo martes 21 la Biblioteca Digital Mundial, un portal en Internet en el que se podrán consultar documentos culturales únicos de bibliotecas y archivos del mundo entero.

El sitio contendrá manuscritos, mapas, libros raros, películas, grabaciones sonoras, publicaciones y fotografías y su acceso será ilimitado y gratuito, según informó la organización.

La Biblioteca Digital Mundial, que funcionará en árabe, chino, español, francés, inglés, portugués y ruso e incluirá contenidos en muchas más, tendrá características en materia de búsqueda que facilitarán las investigaciones interculturales y a través de distintas épocas.

Todos los temas irán acompañados de descripciones y algunos de ellos serán presentados en vídeos por bibliotecarios y archiveros especializados, a fin de que los usuarios puedan situar su contexto.

“Con esto se pretende también despertar la curiosidad de los estudiantes y el público en general, con vistas a incitarles a profundizar sus conocimientos sobre el patrimonio cultural de todos los países”, explicaron sus responsables.

El sitio web fue concebido y preparado por un equipo de la Biblioteca del Congreso de Estados Unidos, en tanto que la Bibliotheca Alexandrina de Egipto prestó su asistencia técnica a la realización del proyecto.

También contribuyeron con sus conocimientos especializados y aportaron contenidos al sitio web las bibliotecas nacionales y algunas instituciones culturales y educativas de Arabia Saudita, Brasil, Egipto, China, Eslovaquia, Estados Unidos, la Federación de Rusia, Francia, Iraq, Israel, Japón, Malí, Marruecos, México, los Países Bajos, Qatar, el Reino Unido, Serbia, Sudáfrica, Suecia y Uganda.

Entre los tesoros culturales presentados en la Biblioteca Digital Mundial, figurarán los siguientes: estelas y huesos para oráculos aportados por la Biblioteca Nacional de China; manuscritos científicos arábigos procedentes de la Biblioteca y Archivos Nacionales de Egipto; fotografías antiguas de América Latina conservadas en la Biblioteca Nacional de Brasil; el Hyakumanto darani, una publicación del año 764 custodiada en la Biblioteca Nacional de la Dieta de Japón; la famosa Biblia del Diablo del siglo XIII, perteneciente a los fondos de la Biblioteca Nacional de Suecia; y obras caligráficas en árabe, persa y turco de las colecciones conservadas en la Biblioteca del Congreso de los Estados Unidos (ANC-UTPBA).

Argentina: Terra reconhece webdesigners e profissionais de multimeios como jornalistas

Uma briga que não é só brasileira. Quem atua na Internet é jornalista ou profissional de informática? Webdesigner se equipara ao ilustrador, previsto na legislação jornalística? Na Argentina, informa a União de Periodistas de Buenos Aires - UTPBA, o portal Terra reconheceu o enquadramento de tais profissionais enquanto jornalistas para efeito de dissídio coletivo. Veja abaixo a nota, em espanhol, divulgada pela UTPBA.

TERRA RECONOCIÓ ENCUADRAMIENTO

Buenos Aires, 16 de abril (ANC-UTPBA).-La empresa propietaria del sitio Terra reconoció el encuadramiento en prensa de los trabajadores de las secciones Diseño y Multimedios, luego de un firme planteo del personal, su comisión interna y la Unión de Trabajadores de Prensa de Buenos Aires (UTPBA).

Tras una persistente negativa empresaria a incluir en la negociación salarial a dos secciones de ese medio periodístico por negarles su encuadramiento en el Convenio Colectivo de Prensa, se acordó en su momento, en el marco del Ministerio de Trabajo, la constitución de una comisión de descripción de tareas de las secciones diseño y multimedios. Esa comisión determinó la absoluta validez del reclamo de los trabajadores y la UTPBA, situación que la patronal aceptó, acordándose entre las partes que el próximo lunes 20 se ratificará esta resolución en el Ministerio de Trabajo (ANC-UTPBA).

Bolsa para oficina sobre jornalismo científico em San Diego

Incrições abertas até 27 de abril


A 6ª Oficina de Jornalismo Científico Jack F. Ealy, destinada a jornalistas latino-americanos, será realizada de 7 a 16 de julho de 2009 pelo Instituto das Américas, localizado no campus da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), informa o Instituto das Américas.

Repetindo o modelo de oficinas anteriores, a sexta versão se caracteriza por dois componentes principais: 1) Instrução em primeira mão a partir de estudos científicos em campos tão diversos como a biodiversidade, as energias renováveis, a engenharia genética, produtos farmacêuticos, e doenças infecciosas, e 2) sub-oficinas práticas, ministradas por reconhecidos jornalistas científicos, sobre como realizar reportagens precisas e eficientes sobre temas científicos complexos.

Este programa é dirigido especialmente para jornalistas científicos na América Latina, incluindo repórteres de meios de comunicação em espanhol nos Estados Unidos.

Veja mais informações e o formulário de solicitação de bolsas de estudo para a oficina aqui.

BNDES lança edital de R$ 14 milhões para longa-metragem e documentário

R$ 2 milhões são destinados a documentários

Do site Tela Viva - Quarta-feira, 15 de Abril de 2009, 23h42

A partir do dia 20 de abril serão abertas as inscrições para o Edital BNDES de Cinema 2009. O montante a ser investido pelo BNDES nas produções é de R$ 14 milhões, sendo R$ 2 milhões destinados a documentários. O edital fica aberto até 8 de junho e o resultado deve sair até 30 de setembro. O edital estará disponível no site do BNDES.

Os recursos são destinados a projetos de produção e finalização de obras cinematográficas, sendo até 15 de longa-metragem nos gêneros ficção e animação (R$ 12 milhões), e até 10 documentários (R$ 2 milhões). Os projetos deverão ser executados por empresas brasileiras de produção audiovisual independentes.

As propostas relativas aos documentários concorrerão entre si e terão critérios de avaliação diferentes daqueles adotados para os projetos dos gêneros de Ficção e Animação. Serão levados em conta qualidade e premiações do argumento e roteiro.

Os R$ 2 milhões destinados a documentários poderão apoiar até 10 projetos de produção e finalização desse gênero, sendo que os limites de apoio serão de R$ 500 mil (produção) e R$ 250 mil (finalização). Já aos projetos de longa-metragem serão destinados até R$ 1,5 milhão, na categoria produção, e até R$ 750 mil, na categoria finalização. Outro objetivo do BNDES é estimular o segmento de animação.

Podem concorrer apenas projetos já aprovados pela Ancine e que já tenham registro ou protocolo de registro de emissão e distribuição de Certificados de Investimento Audiovisual na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no caso dos gêneros ficção e animação.

O processo de seleção para os selecionados na categoria longa-metragem considera: roteiro, currículo da produtora, do diretor e dos demais profissionais envolvidos na produção do filme; adequação do orçamento; relatório de captação de recursos; proposta de distribuição e potencial de impacto cultural e comercial do filme. Após a análise desses critérios, também serão observados aspectos de regionalização dos projetos e de diversidade dos temas. Da Redação

Investimentos publicitários devem cair 6,9% em 2009

Apenas receita da internet deve registrar crescimento durante do ano. Projeção é do grupo Publicis.

Do: M&M - Online -15/04/2009 - 09:46

A receita total da publicidade em todo o planeta deverá sofrer uma queda de 6,9% neste ano em relação ao seu desempenho em 2008. A previsão resultou de um relatório realizado periodicamente pela agência Zenith Optimedia, do grupo Publicis, que avaliou o volume das verbas publicitárias já sob um cenário que tenta se recuperar dos efeitos da crise econômica mundial.

De acordo com a agência de mídia, os investimentos realizados em propaganda deverão ser reduzidos, o que causará a diminuição da receita total de publicidade do globo para o patamar de US$ 453 bilhões (valor 6,9% menor do que a receita de 2008).

A América Latina terá redução de 2%, ficando estacionada na casa de US$ 29 bilhões. Segundo a Zenith, Brasil e Colômbia, países cujas moedas sofreram forte desvalorização nos últimos meses, são os principais responsáveis pela queda. Mas vale ressaltar que o estudo analisa somente o valor em dólares, o que enfraquece um pouco esse parâmetro para o mercado brasileiro, onde o real predomina nas negociações.

Ainda segundo a agência, as previsões negativas só não valem para a internet, canal que, embora também deva sofrer uma desaceleração, não deixará de crescer. Para 2009, a Zenith Optimedia projeta que os investimentos aplicados em comunicação digital cresçam 8,6% em relação ao ano passado. Em 2008, entretanto, o crescimento dos investimentos em publicidade via internet foi 20,9% maior do que o montante de 2007.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Rupert Murdoch e diretor do Estado de São Paulo defendem o fim dos sítios jornalísticos gratuitos

A posição é a mesma. Tanto o representante do Estadão, quanto o mega empresário das comunicações Rupert Murdoch apresentam a mesma solução para solucionar os efeitos da crise econômica por que passa a imprensa escrita. Em uma época em que os jornais de distribuição gratuita, tipo Metrô e 20 Minutos ganham espaço, a receita deles é acabar com os conteúdos gratuitos e fazer com que o leitor, seja no formato papel, seja na web, pague pela informação que recebem.
As posições foram noticiadas separadamente em período simultâneo pelos sitios Portugal Digital e pelo Blog das Américas, cujas matérias reproduzimos abaixo.
Após a leitura, convido a todos a comentarem o tema.

Murdoch diz que jornais devem cobrar por conteúdo online

Por Maya Srikrishnan do Blog JORNALISMO NAS AMERICAS, em 04/06/2009 - 21:11

Rupert Murdoch, diretor da News Corp., disse que os jornais devem cobrar por seu conteúdo online e substituir assim a queda da receita publicitária, informou o Market Watch.
O magnata é dono de um dos poucos diários dos Estados Unidos que cobra pelo acesso de seu conteúdo na internet, o Wall Street Journal. Murdoch disse que esta política do jornal "não é uma mina de ouro, mas não é ruim", disse a Reuters.
Como exemplo, Murdoch mencionou o New York Times. O jornal tem um dos sites da internet mais visitados do país, mas ainda não é capaz de cobrir todos os seus custos com a venda de anúncios na web, disse. Seus comentários chegam num momento em que o New York Times realiza um debate semi-público sobre a cobrança ou não do acesso a parte ou a todas as suas notícias e comentários na internet.

Cobrança pelo conteúdo jornalístico na internet divide opiniões. Proposta foi apresentada pelo Estadão em seminário.

Por Hélia Ventura do Portal Portugal Digital

Em seminário realizado recentemente, na sede da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, o diretor de conteúdo do Estadão, Ricardo Gandour, defendeu o fechamento do conteúdo dos sites jornalísticos como forma de as empresas do setor sobreviverem às mudanças promovidas pelas novas tecnologias. Na ocasião, ele declarou que “todos os jornais devem fechar o conteúdo gratuito e passar a cobrar. Senão, será a morte do jornalismo”.
Gandour observa que, com a diminuição das receitas, os jornais precisam cortar os custos de produção, refletindo na qualidade jornalística. “o jornalismo está ameaçado”, afirma. Sua opinião é rechaçada pelo diretor de Redação do O Globo, Rodolfo Fernandes. “Quero ver alguém convencer o meu filho a pagar por uma informação que ele foi acostumado a ter de graça”, rebateu ele, em tom de brincadeira, na ocasião.
Fernandes não apresenta uma fórmula para salvar os jornais. Pelo contrário, não pensa que eles precisem de salvação. Ele avalia a internet como uma oportunidade para aumentar o número de leitores das notícias. Entretanto, lembra que, até o momento, as operações online não são rentáveis e são custeadas pelas receitas do jornal impresso.“A internet não é rentável até agora. Ela, sozinha, não se sustenta. Existe uma defasagem entre o que a internet traz de audiência e o que ela traz de receita”, afirma.
Rentável ou não, no papel ou na internet, o importante é que os veículos não percam a credibilidade e o prestígio. Essa é a defesa do pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Fernando Lattman-Weltman, que enxerga o valor dos veículos tradicionais na legitimidade institucional que possuem.
O Portugal Digital buscou a opinião de outros profissionais, como da professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisadora do CNPq, também coordenadora do Ponto.Gris/UFMG (Grupo de Pesquisa sobre Interações Telemáticas), Beatriz Bretas. Ela assim se manifesta sobre a questão: “acredito que o jornalismo e as instituições jornalísticas estão em permanente processo de transformação. A história da comunicação tradicional corporativa é recente e não conta com mais de dois séculos. A organização da produção de jornais sob a forma de empresa, que com outras empresas da indústria cultural compõe o sistema midiático, é uma realidade do século XX.
Em relação a esse quadro da mídia, a internet está tendo um papel significativo nas mudanças atuais, a partir da liberação do pólo emissor. Ou seja, contingentes de indivíduos que eram vistos apenas como audiência, ou recepção, tornam-se produtores de conteúdos. Além disso, outras empresas e organizações de diferentes naturezas e finalidades passam também a exercer funções midiáticas distribuindo material informativo. Quero dizer com isso que as empresas jornalísticas, de uma forma ou de outra, passam a enfrentar a concorrência de muitas outras fontes de informação, que podem ser acessadas de modo gratuito, como os caso de blogs de jornalistas ou pessoas de grande reputação."
"A possibilidade de acesso livre, ao meu modo de ver, é um forte motor para uma distribuição mais igualitária da informação e do conhecimento. É importante ponderar que a credibilidade e a confiança de leitores em versões online de veículos tradicionalmente constituídos é fator de opção ao acesso, mas a não gratuidade é uma limitação à audiência. Portanto, acredito que os veículos jornalísticos, para não serem preteridos por outras fontes, deveriam desenvolver modos de financiamento de sua produção baseados em formas criativas e não invasivas de publicidade e propaganda, além da oferta de outros serviços”.
Também ouvido pela reportagem, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Aloísio Morais Martins, disse considerar a ideia positiva, embora avalie que a cobrança pode elitizar ainda mais o acesso à informação. “É uma maneira de dar mais credibilidade ao conteúdo jornalístico. Quem paga, tem direitos, inclusive, o de reclamar, e quem cobra, a obrigação de oferecer qualidade. Isto pode ser um fator a contribuir para a melhoria da qualidade da informação”, afirma o presidente do SJPMG.
Como ponto positivo, ele também entende que a cobrança pode estimular a competitividade entre as empresas e contribuir para o fortalecimento econômico do setor, trazendo,como resultado a melhoraria do mercado de trabalho para os profissionais. “Uma empresa forte, bem estruturada, terá condições de investir mais na reportagem, ter uma equipe bem remunerada”, afirma. Mas pondera que a iniciativa pode restringir o acesso à informação, elitizando ainda mais o que hoje já é reservado a uma parcela privilegiada, representada pelo universo dos que contam com os recursos da internet. E, quanto a isto, vale lembrar que pesquisa da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) indica que o acesso à rede internacional de computadores ainda não atinge sequer 2% dos mais pobres na região.
(*) Com agência

Livro francês analisa a televisão no cenário político

Acaba de ser lançado na França o livro LA TÉLÉVISION SUR LA SCÈNE DU POLITIQUE.
Lançada pela Éditions l'Harmattan, a obra analisa a televisão enquanto a principal fonte de informações do cidadão francês. Segundo a autora, Evelyne Cohen a tv dá o rítmo à vida cotidiana por meio dos telejornais e dos demais programas. Para a autora, a televisão é marcada pelos ideais republicanos e democráticos e é um fator essencial a democratização da política.

Ficha técnica:
LA TÉLÉVISION SUR LA SCÈNE DU POLITIQUE
Éditions l'Harmattan
Autora: Evelyne Cohen
ISBN : 978-2-296-08195-6
204 páginas.
Preço : 20 Euros

O 5º Encontro de Música e Mídia acontece de 16 a 18/9

O evento é uma iniciativa do Centro de Estudos em Música e Mídia – MusiMid. Visando ampliar os debates e estendê-los à comunidade interessada, o grupo vem realizando anualmente, desde 2005, os Encontros de Música e Mídia.
Previsto para acontecer na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em sua quinta edição o tema do encontro será “E(st)éticas do som”, dividido em quatro subtemas:
1) Som, culturas e comunicação;
2) Som, tecnologias e eletroacústica;
3) Som, discursos e mídia; e
4) Música e relações de poder.
A programação está voltada ao público universitário e interessados em geral, oferecendo certificados, mediante inscrição e freqüência nas atividades. Os Eixos temáticos são:
I - Som, culturas e comunicação;
II - Tecnologia, percepção, estéticas do som
III - Som, discursos e mídia:
IV - Música e relações de poder:
Formas de participação no 5º Encontro
O Encontro será composto de apresentações de trabalhos por especialistas convidados e de trabalhos enviados, selecionados pelo comitê de leitura, além de ouvintes, mediante inscrição. Para inscrever-se, o interessado deverá utilizar o sistema eletrônico disponível no hot site do evento.

Crise afeta produção de vídeo publicitário

Ancine registra queda de 17% em obras publicitárias. Agência avalia queda como consequência da retração econômica mundial e seus reflexos no Brasil.

Por Sandra Silva do M&M On-line, em 14/04/2009 - 18:07

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) informa, em comunicado, queda de 17% no número efetivo de obras audiovisuais publicitárias brasileiras cadastradas no primeiro trimestre do ano. O número inclui filmes que pagam Condecine, campanhas filantrópicas (que não recolhem a contribuição) e ainda filmes publicitários exibidos em cidades com população abaixo de um milhão de habitantes.
Segundo a agência, houve o registro de 12.422 obras audiovisuais publicitárias nos três primeiros meses de 2009 ante o mesmo período de 2008 (15.029). A agência informa que esses número indicam o nível total de atividade do setor. "O mercado publicitário reflete o potencial de consumo da sociedade e a disposição dos anunciantes em atender a essa demanda. Em um momento de retração econômica mundial, com reflexos no Brasil, é natural que aja também uma queda na produção publicitária audiovisual", diz o texto."Vale ressaltar que a Ancine confia na recuperação desse mercado, seja pela solidez das empresas que atuam no Brasil, seja pela retomada da economia brasileira, que já está dando sinais de recuperação", complementa.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Empresa de limpeza vence licitação do STF para prestar serviços de jornalista

Fonte: Fenaj

Insatisfeita com o resultado do Pregão Presencial número 16/2009 do Supremo Tribunal Federal, a Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) vai contestar a decisão. A vencedora da licitação, que tinha como objeto a contratação de “empresa especializada para prestação de serviços de jornalista, categoria repórter-fotográfico e diagramador” foi uma empresa que presta serviços de limpeza.
Carlos Henrique Carvalho, Secretário-Executivo da Abracom, conta que a entidade encaminhou um ofício para a Comissão de Licitações do STF numa tentativa, em primeira abordagem, de que o órgão não entregasse a conta para uma empresa de limpeza. “Mas recebemos uma resposta do Secretário de administração e finanças do órgão, Washington Ribeiro da Silva, dizendo que a licitação permite contratar mão de obra”, diz.
O resultado do Pregão Presencial no 16/2009 do STF, divulgado no dia 11 de março de 2009, teve como vencedora a empresa Assemp Limpeza e Conservação de Imóveis Ltda.
A Abracom questionará o pregão do STF junto ao Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União. “Entendemos que se o objetivo da licitação era contratar serviços especializados, as atividades de jornalismo, assessoria de imprensa e relações públicas são regulamentadas por leis específicas e o mercado dispões de centenas de empresas especializadas na prestação desses serviços”, registra Carvalho. “Mas se o objetivo da licitação era contratar mão de obra, aí pode haver contradição com o Estatuto do Funcionário Público, que prevê a realização de concurso público”, completa.
Nesta terça-feira (14/04) a Executiva da FENAJ analisará formas de colaborar com a iniciativa da Abracom.

Terminam amanhã, 15/4, prazo para as Inscrições para Encontro Nacional de Professores de Jornalismo

Termina nesta quarta, 15, o prazo para se inscrever no XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que acontece em Belo Horizonte, de 17 a 19 de abril, e tem como tema central "O ensino de jornalismo nas universidades:impactos na prática profissional e conquistas para a sociedade".
A conferência de abertura, no dia 17, será proferida pelo jornalista e professor Alfredo Vizeu Júnior (UFPE), que vai abordar o tema "O ensino de jornalismo no Brasil e as diretrizes curriculares: idas e vindas de um processo de consolidação do jornalismo como campo acadêmico". Professor doPrograma de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE (Universidade Federal dePernambuco), Vizeu integra a comissão de especialistas do MEC para a revisão das diretrizes curriculares do ensino de Jornalismo.
A revisão das diretrizes curriculares para o ensino de jornalismo no Brasil também será o tema do III Encontro Nacional de Coordenadores de Curso deJornalismo, que acontece no dia 17, no período da manhã, e será aberto atodos os participantes do evento em virtude de sua temática.
Outro destaque será o II Colóquio Ibero-Americano de Ensino de Jornalismo do FNPJ, que terá o tema "O ensino de jornalismo em seus contextossócio-econômicos". Este evento contará com a presença dos pesquisadores João Canavilhas (UBI/Portugal), Miguel Wiñazki (Universidade de Belgrano/Argentina), Carlos Gerardo Agudelo Castro (Universidade de Antioquia/Colômbia) e Sérgio Luiz Gadini (UEPG/Brasil), como debatedores, com a mediação de Gerson Luiz Martins (UFMS/Brasil).
A programação completa e informações sobre como se inscrever podem seobtidas no site oficial do evento .

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Agência busca RP que domine francês

A Agência Entrelinhas de Comunicação, localizada em São Paulo, está procurando um profissional de Relações Públicas com mais de 5 anos de carreira e que fale francês fluentemente. Os interessados devem enviar currículo com urgência aos cuidados de Priscila Pagliuso <priscila@entrelinhas.net> Mais informações com a própria Priscila pelo mesmo e-mail.

domingo, 12 de abril de 2009

CCJ do Senado: parlamentares não podem ter rádio nem TV

Por: Adriana Vasconcelos O Globo Online 09/04/2009

BRASÍLIA - Numa sessão extraordinária na qual só seriam votados assuntos consensuais, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, terça-feira, parecer do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que pode inviabilizar a renovação de concessões de rádios e TV que tenham parlamentares como proprietários. A interpretação de Simon ao artigo 54 da Constituição Federal promete mobilizar boa parte da Casa contra a aprovação da proposta em plenário, já que cerca de 50 deputados e mais de 20 senadores teriam atualmente vínculo direto e oficial com veículos de comunicação.

" Não vou vender minha participação para ser senador. Tenho um terço das ações, mas não sou mais gestor da empresa desde que assumi meu mandato "

A Constituição brasileira já estabelece que "deputados e senadores não poderão, desde a posse, ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada". Mas o texto de Simon estabelece que não poderão ser renovadas concessões de emissoras de rádio e TV que tenham parlamentares como proprietários.
Irritado com a aprovação do parecer de Simon, em resposta a uma consulta formulada em 2006 pelos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Tião Viana (PT-AC) e Heloisa Helena (PSOL-AL), o senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) cobrou satisfações nesta quarta do presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO). Sua intenção é levar o assunto agora para a Comissão de Ciência e Tecnologia, mas, se a decisão da CCJ for referendada pelo Senado, o baiano promete recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

- Essa interpretação dada ao texto constitucional é totalmente equivocada. Hoje há uma proibição de que parlamentares com mandato sejam gestores de empresas de comunicação, não proprietários. Sou sócio há mais de 20 anos da TV Bahia (afiliada da Rede Globo) e não vou vender minha participação para ser senador. Tenho um terço das ações, mas não sou mais gestor da empresa desde que assumi meu mandato - argumentou ACM Júnior.

Senadores de vários partidos são donos de emissoras

Entre os colegas citados pelo senador baiano que estariam na mesma situação que ele estão José Sarney (PMDB-MA), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Fernando Collor (PTB-AL), José Agripino (DEM-RN), Wellington Salgado (PMDB-MG) e Roberto Cavalcanti (PRB-PB). ACM Júnior reclamava ontem especialmente do fato de Demóstenes Torres ter permitido a votação de um assunto polêmico como este numa sessão esvaziada da CCJ.

“O que aconteceu na CCJ na terça-feira foi um absurdo "
- O que aconteceu na CCJ na terça-feira foi um absurdo - insistiu o senador baiano.
Vice-presidente da CCJ, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) também reclamou:
- Nem eu, que sou vice-presidente da comissão, sabia que esse assunto estava na pauta.
Como proprietário de uma rede de televisão no Triângulo Mineiro, retransmissora do SBT, Wellington Salgado contestou a interpretação feita por Simon ao texto constitucional. Segundo ele, uma consulta já feita ao Supremo assegura que parlamentares só não podem ser gestores em empresas de comunicação.
- Mas posso ser acionista, sim - atestou o senador mineiro, suplente do ministro das Comunicações, Hélio Costa.

II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade acontece em São Paulo de 6 a 7 de maio

A 2ª edição do Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade discutirá ações, medidas e alternativas sustentáveis no Brasil e no mundo. O local escolhido foi o Palácio das Convenções do Anhembi.
A discussão será permeada pelos conceitos descritos na Carta da Terra - documento criado em 2000 e que tem como premissas a preservação ambiental, o fim de todos os tipos de preconceitos, a união e a harmonia dos povos; além, é claro, da sustentabilidade como uma necessidade iminente ao desenvolvimento e preservação da espécie humana.
Para discutir o tema, o Fórum terá como palestrantes nomes consagrados da política, empresários e personalidades - inclusive ganhadores do Prêmio Nobel - entre eles: Edmund Phelps - Prêmio Nobel da Economia 2006; David Trimble - Prêmio Nobel da Paz de 1998; Mohan Munasinghe - Prêmio Nobel da Paz 2007; Leonardo Boff - Prêmio Right Livelihood Award 2001 (equivalente ao Prêmio Nobel na Suécia), o líder indígena André Baniwa, e a pacifista Monja Coen.
A participação é gratuita e os interessados deverão se inscrever no site www.comunicacaoesustentabilidade.com. Diversas universidades brasileiras e da América Latina acompanharão os acontecimentos dos dois dias do evento em tempo real, via transmissão internet.

Sobre o II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade

O II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade é um evento itinerante pelo eixo Brasília - São Paulo - Rio de Janeiro - Belo Horizonte, que tem como objetivo promover o entendimento e a discussão entre setores público, privado e sociedade civil sobre o papel educativo da comunicação para a compreensão do conceito da sustentabilidade.

Informações para imprensa:
Visar Planejamento Tel.: 11 3079 0123 Cel.: 11 9945 1383
Amélia Whitaker, Silvana Inácio e Fernanda Matta
amelia@visarplan.com.br
midia@visarplan.com.br
mailto:news%40visarplan.com.br

Feliz Domingo de Páscoa

Páscoa:

Do hebreu Pessach, que significa a passagem da escravidão para a liberdade. Páscoa, para cristãos, representa a passagem da morte para a vida, a ressureição.




A origem dos ovos de Páscoa
Por Rainer Sousa


Em várias antigas culturas espalhadas no Mediterrâneo, no Leste Europeu e no Oriente, observamos que o uso do ovo como presente era algo bastante comum. Em geral, esse tipo de manifestação acontecia quando os fenômenos naturais anunciavam a chegada da primavera.

Não por acaso, vários desses ovos eram pintados com algumas gravuras que tentavam representar algum tipo de planta ou elemento natural. Em outras situações, o enfeite desse ovo festivo era feito através do cozimento deste junto a alguma erva ou raiz impregnada de algum corante natural. Atravessando a Antiguidade, este costume ainda se manteve vivo entre as populações pagãs que habitavam a Europa durante a Idade Média.

Nesse período, muitos desses povos realizavam rituais de adoração para Ostera, a deusa da Primavera. Em suas representações mais comuns, observamos esta deusa pagã representada na figura de uma mulher que observava um coelho saltitante enquanto segurava um ovo nas mãos. Nesta imagem há a conjunção de três símbolos (a mulher, o ovo e o coelho) que reforçavam o ideal de fertilidade comemorado entre os pagãos.

A entrada destes símbolos para o conjunto de festividades cristãs aconteceu com a organização do Concilio de Niceia, em 325 a.C.. Neste período, os clérigos tinham a expressa preocupação de ampliar o seu número de fiéis por meio da adaptação de algumas antigas tradições e símbolos religiosos a outros eventos relacionados ao ideário cristão. A partir de então, observaríamos a pintura de vários ovos com imagens de Jesus Cristo e sua mãe, Maria.

No auge do período medieval, nobres e reis de condição mais abastada costumavam comemorar a Páscoa presenteando os seus com o uso de ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas. Até que chegássemos ao famoso (e bem mais acessível!) ovo de chocolate, foi necessário o desenvolvimento da culinária e, antes disso, a descoberta do continente americano.

Ao entrarem em contato com os maias e astecas, os espanhóis foram responsáveis pela divulgação desse alimento sagrado no Velho Mundo. Somente duzentos anos mais tarde, os culinaristas franceses tiveram a ideia de fabricar os primeiros ovos de chocolate da História. Depois disso, a energia desse calórico extrato retirado da semente do cacau também reforçou o ideal de renovação sistematicamente difundido nessa época.