Caros leitores e leitoras.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Internet: Países dos Brics terão sua própria rede.

Em tempos de Trump, nada mais seguro do que desenvolver sua própria rede de internet. 
Afinal, o cowboy pode mandar desligar o interruptor que fornece o serviço a todos os países do planeta. 

É sempre bom ter em mente que os Estados Unidos da América se negam a transferir a gestão mundial da Internet a um organismo das Nações Unidas.

Como seguro morreu de velho e a internet está hoje na base da economia globalizada, os países que formam o bloco dos BRICS - Brasil, Rússia, la Índia, China e África do Sul -, decidiram criar a sua própria rede. O projeto é puxado pela Rússia.
A notícia foi divulgada em espanhol pelo portal da Rede Voltaire.
Confira abaixo

Los países del grupo BRICS (Brasil, Rusia, la India, China y Sudáfrica) han decidido dotarse de su propio sistema de internet para escapar al control de Estados Unidos.
Lo que hoy conocemos como internet se halla hasta ahora bajo la administración de la ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), una asociación paraadministrativa del Departamento del Comercio de Estados Unidos.
La creación de una nueva “internet” con su propio órgano de administración y gestión es una proposición del Consejo de Seguridad Nacional de la Federación Rusa. Todavía no se sabe cómo se articularía eso con el sistema de DNS (Domaine Name System) alternativo que ya funciona en China.
De llegar a extenderse ese sistema, Estados Unidos perderá el control de las telecomunicaciones mundiales. Incluso es posible que las comunicaciones vía internet se dividan entonces en dos zonas, de manera que, para estar al alcance de todos los internautas, los sitios web tendrían que estar adscritos a ambos sistemas.

domingo, 26 de novembro de 2017

Jornalista faz vaquinha para custear livro sobre as Diretas Já no Piaui


Por Chico Sant'Anna


Muito se fala dos comícios e manifestações pró Diretas Já no Centro Sul do Brasil, mas este foi um movimento cívico que tomou conta de todo o país. A proposta era por fim à Ditadura Militar por meio de eleições diretas, que não ocorriam desde 3 de outubro 1960, quando Jânio Quadros ganhou a presidência da República.

Agora, para ajudar a preencher as lacunas da nossa história recente, o jornalista e escritor Kenard Kruel acaba de escrever mais um livro - Diretas Já no Piauí, abordando como foi naquele Estado o movimento criado em todo o País pela votação da Emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições para presidente da República.

Segundo ele, que presidiu o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí, foi naquele estado que se realizou, proporcionalmente, o comício com maior número de pessoas - cerca de 25 mil, sem contar com as tradicionais presenças de artistas consagrados.

O comício piauiense aconteceu em 13 de fevereiro de 1984, na Praça do Marquês, na Zona Norte de Teresina. Por isso, o local para o lançamento do livro será o mesmo. Diretas Já no Piauí tem previsão de chegar às mãos dos leitores e historiadores no dia 13 de fevereiro de 2018,  34 anos após a mobilização de Teresina

A obra conta com 276 páginas, “super bem ilustradas”, explica Kenard, e está sendo vendida antecipadamente ao preço de R$ 25,00, o exemplar. A venda antecipada é para ajudar no custeio das despesas de impressão. O preço normal de capa depois será de R$ 50,00.

Aqueles que desejarem garantir antecipadamente o seu exemplar e ajudar o autor Kenard Kruel podem fazê-lo mediante depósito na conta corrente Banco do Brasil, agência 5605 - 7 - conta corrente 4429 -6. Feito o depósito, enviar comprovante e os dados pessoais ao autor pelo correio eletrônico kenardkruel@yahoo.com.br

Operador Nacional seleciona Jornalista com necessidades especiais

O Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS, uma organização de direito privado, sem fins lucrativos, está "recrutando" profissionais de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e que sejam portadores de necessidades especiais (PCD).

O ONS nasceu após as privatizações das empresas de energia elétrica nos anos 90, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Ele é praticamente um organismo para estatal - responsável pela coordenação e controle da produção e distribuição de energia elétrica.

Em anúncio classificado publicado na imprensa, o ONS recomenda que os interessados cadastrem seus currículos no portal do órgão, mas não informa o valor dos salários, nem outras informações sobre quantidade de vagas a serem ofertadas ou condições de trabalho. Também não foi informado o local de trabalho, se no Rio de Janeiro ou em Brasília.
Mais informações podem ser obtidas junto a assessoria de imprensa do ONS, pelo correio eletrônico imprensa@ons.org.br

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

TV Globo pode ir ao banco dos réus no Brasil por ser concessionária de serviço público

A timidez em relação à TV Globo, talvez derivada do poderio comunicativo da emissora, não se limita aos grandes jornais.


Por Dorgil Silva, jornalista

Com a força das publicações nas redes sociais, blogs e sítios da Internet, dificilmente a Globo escaparia de ir ao banco dos réus esclarecer uma série de dúvidas que pairam sobre a lisura da empresa e de seus donos, os irmãos Marinho.
Entre as dúvidas, estão a sonegação fiscal, a criação e manutenção de empresas de fachada no exterior, além de operações escusas em contratos que envolvem organizações do futebol. Como concessionária de um serviço público, pode ter de dar explicações à sociedade não apenas por meio de seus veículos, mas também ante a Justiça.
O Jornal noturno da própria emissora noticiou nesta terça (14)  que a TV Globo fora acusada de pagamento de propinas para transmissão de jogos de futebol internacionais. A revelação constava em depoimento do empresário argentino Alejandro Burzaco à Justiça dos Estados Unidos, prestado ontem.
Mas o assunto não é novo. Por ocasião do depoimento do ex-ministro Antonio Palloci, há meses, já se comentava essa possibilidade de delação, que reiteradamente aparece em blogs e outras criações na Internet há anos.

A timidez do jornalismo brasileiro em relação à acusação contra a TV Globo

Enquanto o principal jornal norte-americano, The New York Times, fez matéria sobre a delação de Burzaco, o jornalismo comercial brasileiro é supertímido quanto ao tema. Os jornais de amplitude nacional que publicaram hoje na capa a notícia da delação de ontem são apenas o Globo, da mesma organização da TV Globo, e a Folha de S. Paulo.  
Nada trazem sobre o assunto as capas desta quarta (15) dos jornais Correio Braziliense, O Estado de S. Paulo, Estado de Minas, Zero Hora, Correio do Povo, Correio da Bahia, Diário de Pernambuco, Meia Hora, O Dia, Correio da Bahia.

As instituições investigativas oficiais também são tímidas em relação à Globo

A timidez em relação à TV Globo, talvez derivada do poderio comunicativo da emissora, não se limita aos grandes jornais.
A operação Lava-Jato, os procuradores da força-tarefa, integrantes do Ministério Público Federal, até agora não divulgaram qualquer iniciativa para verificar alguma responsabilidade da emissora, cuja apuração parece limitada a órgãos internacionais. Pode ser discutido o cabimento de uma ação popular, mas ninguém tomou a iniciativa de solicitar.

O Jornal da Globo divulgou que a emissora patrocinou uma investigação “interna” e constatou que não houve pagamento de propinas. É esperado que as redes sociais, blogs e sítios não se deem por satisfeitos com a declaração e acompanhem e divulguem com muito interesse cada passo da investigação de esfera internacional. 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Conheça os direitos sobre as fotos e vídeos que você faz

Os direitos autorais previstos em lei são inalienáveis e irrenunciáveis,
ou seja, ao se capturar uma foto, você não poderá, em hipótese alguma,
ceder os direitos morais inerentes a ela. Foto de Chico Sant'Anna.
Por Philipe Monteiro Cardoso*

Você é um profissional ou simplesmente gosta de tirar fotos, seja com seu celular, gopro, câmera DSLR, mirrorless, enfim, não importa o meio, saiba que você tem direitos sobre o material que você produz. Inicialmente, importante reconhecermos, que uma foto é considerada obra intelectual segundo a lei de direitos autorais (9610/98). Nesta afirmação, fica clara da análise do artigo 7º, inciso VII deste dispositivo.
São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:
VII – as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia;
Merece destaque, o fato da lei proteger obras fotográficas, e aquelas produzidas por qualquer processo análogo, ou seja, pinhole, smartphone, gopro, tudo que se assemelhe ao processo fotográfico, é protegido por esta lei e lhe concede direitos sobre o material produzido.
Mas quais são estes direitos?
Segundo a lei 9.610/98, os direitos constantes na lei de direitos autorais, ficam conhecidos como direitos morais, que são basicamente aqueles contidos no artigo 24 da lei, sendo entre outros, o direito a reivindicação de autoria de conservação, de ter o nome atribuído aquele material e alguns outros que transcrevo abaixo:
I – o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
II – o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra; (ou seja: créditos devem ser dados sempre.)
III – o de conservar a obra inédita;
IV – o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra; (o que eu sempre digo de vender fotos em CD…)
V – o de modificar a obra, antes ou depois de utilizada;
VI – o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem; (se você permite o uso de uma foto tirada por você, na internet, mas resolvem usar em um site de pornografia infantil você pode na hora pedir a retirada, e ninguém pode reclamar.)
VII – o de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em poder de outrem, para o fim de, por meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou audiovisual, preservar sua memória, de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor, que, em todo caso, será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado.
§ 1º Por morte do autor, transmitem-se a seus sucessores os direitos a que se referem os incisos I a IV.
§ 2º Compete ao Estado a defesa da integridade e autoria da obra caída em domínio público.
§ 3º Nos casos dos incisos V e VI, ressalvam-se as prévias indenizações a terceiros, quando couberem.
O direito moral é seu e de mais ninguém
É interessante destacar que os direitos previstos acima, segundo artigo 27, são inalienáveis e irrenunciáveis, ou seja, ao se capturar uma foto, você não poderá em hipótese alguma ceder os direitos morais inerentes a ela.
Esta proibição em pouco se assemelha a impossibilidade de personalidades venderem seu direito de imagem de forma perpétua, o que acontece em alguns países.
Agora, caso você queira ceder alguns direitos de uso dela, isto é perfeitamente possível, sendo determinado no artigo 29 deste dispositivo, que:
Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
I - a reprodução parcial ou integral;
II - a edição;
III - a adaptação, o arranjo musical e quaisquer outras transformações;
IV - a tradução para qualquer idioma;
V - a inclusão em fonograma ou produção audiovisual;
VI - a distribuição, quando não intrínseca ao contrato firmado pelo autor com terceiros para uso ou exploração da obra;
VII - a distribuição para oferta de obras ou produções mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para percebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, e nos casos em que o acesso às obras ou produções se faça por qualquer sistema que importe em pagamento pelo usuário;
VIII - a utilização, direta ou indireta, da obra literária, artística ou científica, mediante:
a) representação, recitação ou declamação;
b) execução musical;
c) emprego de alto-falante ou de sistemas análogos;
d) radiodifusão sonora ou televisiva;
e) captação de transmissão de radiodifusão em locais de freqüência coletiva;
f) sonorização ambiental;
g) a exibição audiovisual, cinematográfica ou por processo assemelhado;
h) emprego de satélites artificiais;
i) emprego de sistemas óticos, fios telefônicos ou não, cabos de qualquer tipo e meios de comunicação similares que venham a ser adotados;
j) exposição de obras de artes plásticas e figurativas;
IX - a inclusão em base de dados, o armazenamento em computador, a microfilmagem e as demais formas de arquivamento do gênero;
X - quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venham a ser inventadas.
Portanto, não podemos confundir o que entende-se por direito moral, com o de reivindicar a obra, com o direito de utiliza-la para obtenção de lucro.
E a minha foto com pessoas nela?
Outro assunto de interessante análise, são as fotos em que pessoas apareçam nela e a necessidade de obtenção de autorização do direito de imagem de cada pessoa.
Neste ponto, quero fazer algumas considerações com exemplos.
Caso você tenha tirado a foto de uma pessoa, sendo ela o foco central, ou mesmo aparecendo de forma que venha a ser notada de forma individualizada, consideramos aqui que esta imagem deve ter autorização da pessoa que foi fotografada, pois a presença dela é utilizada dentro daquela composição fotográfica.

Agora o outro exemplo a ser analisado, é caso a foto tenha sido tirada de um local público, onde pessoas passem constantemente ali, dentro da composição da foto, o objetivo é mostrar o conjunto de pessoas e não alguma específica, neste caso, consideramos não ser necessária a obtenção de autorização de cada um presente naquela fotografia.


*Advogado, Pós Graduando em Direito Civil.
email: philipe@cardosoadv.com.br site: www.cardosoadv.com.br

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Vida de desempregado, por Ricardo Kotscho


Então, não tem outro jeito: depois de uma breve folga na Semana da Criança para curtir os netos na praia, comunico à praça que estou de volta ao mercado, como se diz. Qualquer trabalho honesto na minha área me interessa.

De uma hora para outra, os telefones param de tocar.
Ligam apenas alguns velhos amigos para perguntar o que aconteceu e dar um abraço.
Também rareiam as mensagens no correio eletrônico.
É como se você tivesse sido desligado do mundo: te tiraram da tomada, sem aviso prévio.
Estou desempregado pela primeira vez na vida, desde que comecei a trabalhar em jornalismo, com 16 anos.
Hoje faz uma semana que acordo de manhã sem ter o que fazer.
Não há mais anotações na agenda, nenhum compromisso.
É uma sensação muito estranha, de vazio absoluto.
Você descobre que o trabalho não é só teu ganha-pão para pagar as contas no final do mês.
No meu caso, sempre foi a própria razão de viver, minha ligação com o mundo.
Escrever para contar e comentar o que está acontecendo é a única coisa que aprendi a fazer.
Desde o meu primeiro emprego, nunca tinha sido demitido.
Foi uma paulada que não esperava, agora que estou próximo de completar 70 anos, com mais de 50 de carreira.
Nem sei por onde começar a procurar um trabalho novo.
Ao contrário da maioria dos outros 13 milhões de brasileiros sem trabalho, nem adianta distribuir meu currículo porque sou tão antigo que os possíveis empregadores já me conhecem.
O mar mercado, como sabemos, não está para peixe.
O fato de ser um profissional reconhecido e respeitado, que já trabalhou nas maiores empresas de comunicação do país, de repórter a diretor de redação, não é garantia de nada.
Enquanto a maioria das empresas do ramo reduz salários ou passa o facão sem olhar em quem, o mercado em geral busca mão de obra barata para substituir os que ganhavam salários melhores.
Esta é a realidade, e é com ela que precisamos lidar.
Para não me ver parado, minha filha Mariana Kotscho, também jornalista já veterana, abriu espaço em seu Facebook para publicar o que eu tiver vontade de escrever, enquanto monta uma plataforma independente para o meu blog, o Balaio do Kotscho, que está no ar desde 2008. Ela também criou aqui no Facebook uma página para o Balaio do Kotscho, assim já tenho onde publicar o que escrevo enquanto o site está “em construção”.
Já temos até endereço novo em casa própria: www.balaiodokotscho.com.brMinha filha caçula, a roteirista Carolina Kotscho, que está estreando o Musical “2 Filhos de Francisco”, já falou com a mãe para nos ajudar no que for preciso.
Por enquanto, é o que temos.
Sempre fui empregado, nunca tive negócios ou outras rendas fora do salário.
O que ganho de aposentadoria do INSS mal dá para pagar o plano de saúde.
Então, não tem outro jeito: depois de uma breve folga na Semana da Criança para curtir os netos na praia, comunico à praça que estou de volta ao mercado, como se diz.
Qualquer trabalho honesto na minha área me interessa.
Se alguém estiver interessado em patrocinar meu novo site, é só entrar em contato com minha empresária Mariana Kotscho.
Bom feriadão pra todos.


Vida que segue.
Abraços,

Ricardo Kotscho

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Líbano: a estratégia de comunicação do Hezbolá

Publicado originalmente no portal Al Manar Spanish

Hace mucho tiempo, Hezbolá empezó a invertir de manera significativa en el campo informativo, y sentó las bases para el uso efectivo de la guerra informativa y ha logrado una ventaja sobre sus adversarios a través de la gestión de la información, según un artículo publicado por Jpost.
JPost mencionó que las operaciones de Hezbolá han estado gobernadas durante mucho tiempo por el mantra: “Si no lo has filmado, no has luchado”. El grupo comprendió la importancia de documentar sus éxitos ya en 1994, cuando los combatientes de Hezbolá y un cámara se infiltraron en un complejo de ocupación militar israelí en el Sur del Líbano y colocaron una bandera dentro de la base, filmando el evento y esto supuso un gran éxito de propaganda”.
“Hezbolá mantiene una unidad exclusivamente dedicada a la guerra psicológica que se especializa en fortalecer la imagen pública de Hezbolá. Periódicos, Internet, los medios de comunicación social y la televisión comprenden el “arsenal de información” de Hezbolá. El grupo utiliza sus capacidades en el terreno de la información para anunciar sus muchos logros, incluyendo campamentos de verano para niños y un sólido programa de obras públicas” en el Líbano.
Para el periódico israelí, la “propaganda de Hezbolá está bien dirigida y enfocada y es específica. Ella enfatiza temas que incluyen la ideología de resistencia, el martirio y el establecimiento de legitimidad a través de la provisión de servicios sociales”, según el Jpost.
“La historia de los esfuerzos de la guerra de información de Hezbolá está tal vez mejor representada por la historia de su brazo mediático, Al Manar, una cadena de televisión por satélite que transmite desde Beirut y se puede ver en todo el mundo. Después de la primera emisión de Al Manar (El Faro) en 1991, el canal comenzó emisiones regulares tres años después y ahora desempeña un papel crítico como principal punto de difusión de las noticias e información de Hezbolá. Al Manar comenzó a intentar influir en la opinión pública israelí mediante la difusión de imágenes reales del campo de batalla mostrando a soldados israelíes muertos y mutilados”, agregó.
El periódico israelí considera que tan impresionante como la televisión y la producción de vídeos de Hezbolá es su extenso uso de Internet y las nuevas tecnologías de la información.
El diario señala que Hezbolá está constantemente trabajando para perfeccionar sus capacidades técnicas como muestra su uso de redes de fibra óptica más rápidas que pueden impulsar lasu capacidad de transmisión de datos en tiempo real y proporcionar una defensa más perfeccionada contra las capacidades israelíes de guerra electrónica.
“Hezbolá no sólo impidió a las unidades israelíes perturbar sus redes de comunicación al sur del Río Litani en la Guerra de Julio de 2006, sino que usó un equipo sobre el terreno para perturbar los radares y sistemas de comunicación israelíes”.
“Por razones operacionales de seguridad, Hezbolá emigró a circuitos telefónicos cerrados que operan independientemente de las redes del gobierno libanés. Durante los combates en la ciudad siria de Qusair en 2013, Hezbolá volvió a demostrar su inclinación por la seguridad operacional al diseñar un sistema complejo que permitió a sus combatientes hablar libremente en comunicaciones de radio abiertas sin tener que preocuparse demasiado por la interceptación de sus conversaciones”.
Hezbolá ha sido una realidad desde principios de los ochenta y, dada su notable capacidad para operar en el entorno de la información, probablemente seguirá siendo el movimiento más dominante y capaz de Oriente Medio durante décadas por venir, concluye el Jpost.