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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Semanário Brasília Capital sofre ataque de hackers

O portal do semanário Brasília Capital foi alvo de ataques de hackers no dia 9 de janeiro e só conseguiu voltar à normalidade dezesseis dias depois. No ar desde março de 2010, aumenta a audiência a cada mês. Em junho de 2016 foi modernizada a plataforma e passou-se a contar com  conteúdos exclusivamente para o veículo virtual, fortalecendo o trabalho em redes sociais. 
Em setembro de 2017 toda a equipe de redação foi treinada para que os textos, legendas e imagens ficassem melhor posicionados organicamente nos sites de buscas, como o Google. Isto aumentou consideravelmente o número de visitas e fez crescer o olho dos invejosos.
As reportagens ficaram cada vez mais “quentes”, exclusivas e, certamente, dolorosas para alguns. Esta agressividade editorial é vista pelos responsáveis da publicação como a potencial razão para que o semanário seja alvo de hackers. 


Leia também:



Retrospectiva

No dia 5 de fevereiro de 2018 foi dado um alerta do Jetpack (software utilizado para monitorar o site) de que o portal havia caído (saído do ar) por sobrecarga. Desconfiando de um ataque DDos, foi instalado imediatamente no servidor um software de segurança, e o site voltou a funcionar normalmente.
No dia 9, outro alerta de integridade, desta vez, envolvendo a entrevista com o Professor João Carlos Teatini, sobre queda do viaduto do Eixão Sul. O texto foi alterado externamente. Nova varredura com antivírus e alguns testes de funcionamento: nada foi encontrado.
No dia 10 de fevereiro (sábado de Carnaval) a equipe foi alertada novamente de que o site estava com Erros 403. Isso acontece quando um software instalado bloqueia um usuário por segurança. Reiniciamos o servidor e nada voltou ao normal porque alguns arquivos estavam corrompidos (destruídos). Na tentativa de resgatar os arquivos, foi feita a restauração do site para o dia anterior, o que chamamos de Snapshot Restore. Sem sucesso.
Depois de mais de um dia fora do ar e o servidor ainda com problemas, tomou-se a decisão de mudar de servidor e restaurar o backup que tínhamos localmente para evitar que o site ficasse por mais tempo offline. Por este motivo o site ficou com o layout e notícias de anos atrás. Como o banco de dados é muito grande, demorou alguns dias até a página inicial voltar ao normal.

Somente no dia 21 de fevereiro, dezesseis dias após o primeiro ataque, tudo voltou ao normal e 90% dos dados publicados durante todos esses anos estão intactos.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Bahia: UFRB seleciona professor de Radiojornalismo

O salário é de R$ 4.455,22, mas caso o selecionado tenha doutorado, poderá chegar a R$ 5.130,45.

Por Chico Sant'Anna
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) abriu as inscrições ao concurso público para professor efetivo do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL). Uma vaga é ofertada para professor Adjunto A, em regime de dedicação exclusiva, para a área de Radiojornalismo/ Comunicação. 
O salário é de R$ 4.455,22, mas caso o selecionado tenha doutorado, poderá chegar a R$ 5.130,45. O contratado irá desempenhar suas funções no Centro de Artes, Humanidades e Letras, campus da cidade de Cachoeira, na Bahia. As inscrições serão realizadas exclusivamente pela página eletrônica de concursos da UFRB até o dia 02 de março. A taxa é R$ 200.    
O concurso contará com as seguintes etapas: prova escrita, prova didática (aula pública), prova de títulos e defesa de memorial. O cronograma das provas será divulgado na página eletrônica de concursos da UFRB.    
Para mais informações, clique aqui para consultar o edital.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Por R$ 1,8 mi, Agência Brasil publicará conteúdo positivo do governo

A lei que criou a EBC afirma que “é vedada qualquer forma de proselitismo na programação das emissoras públicas de radiodifusão”, e que deve haver “autonomia em relação ao governo federal para definir produção, programação e distribuição de conteúdo no sistema público de radiodifusão”.

Por Eduardo Barretto, publicado originalmente no Poder360

A EBC (Empresa Brasil de Comunicação) usa seu braço público para vender conteúdo favorável ao próprio governo. Contrato de cerca de R$ 1,8 milhão com a ANA (Agência Nacional de Águas) de dezembro determina matérias positivas da Agência Brasil, por exemplo. A praxe era que isso fosse feito somente pela TV NBR e pelo programa Voz do Brasil. Funcionários da EBC ouvidos em reserva pelo Poder360 relatam desconforto com a negociação.
O contrato (eis a íntegra), que teve dispensa de licitação, foi assinado em 15 de dezembro de 2017 e custou R$ 1.799.750,93. A ANA, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, desembolsará o valor para promover o 8º Fórum Mundial da Água, que será realizada de 18 a 23 de março em Brasília. A EBC entregará o conteúdo de 31 de janeiro até 30 de abril, de veículos como Agência Brasil e TV Brasil, que deveriam ser livres de interferência editorial.
Será obrigatório o crivo da ANA antes da publicação para materiais mais elaborados, como matérias especiais e programas de estúdio –também pelo braço público da estatal. Esses conteúdos terão de ser “submetidos à aprovação da contratante [ANA] antes da veiculação”, diz o contrato.
A lei da EBC é de 2008 e teve algumas modificações no ano passado. A lei afirma que “é vedada qualquer forma de proselitismo na programação das emissoras públicas de radiodifusão”, e que deve haver “autonomia em relação ao governo federal para definir produção, programação e distribuição de conteúdo no sistema público de radiodifusão”.
Há dois braços da EBC: 1 considerado público, com veículos independentes editorialmente. Entre esses estão a Agência Brasil e a TV Brasil. Outro ramo da estatal vende serviços ao governo e é abertamente governamental, como a TV NBR e o programa de rádio obrigatório “Voz do Brasil”.
A ANA, agência reguladora vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, estabelece temas gerais para as matérias. Por exemplo: boas práticas em gestão da água e uso sustentável da água.

EBC nega interferência
Procurada, a estatal nega interferir na produção jornalística. “O jornalismo da EBC não está submetido à ANA ou à pauta do 8° Fórum. Muito ao contrário, a ANA é quem está contando com a força de um conglomerado de comunicação para potencializar o alcance de conteúdos noticiosos de interesse mútuo”. Ainda, diz que as pautas “são definidas pela direção de jornalismo, e não pelo contratante”. Contudo, o contrato estabelece que deve haver “aprovação” da ANA antes da veiculação.
A EBC também diz que o tema da água é de interesse “tanto da TV NBR, do governo federal, como das oito emissoras públicas de rádio, da Agência Brasil, TV Brasil e Voz do Brasil”. O contrato também foi defendido por conta dos “tempos de orçamento apertado”.

Leia a íntegra da nota da EBC:

“O contrato da EBC com a Agência Nacional de Águas (ANA) é único, porque trata do 8º Fórum Mundial da Água, evento que pela primeira vez acontece no Brasil. A decisão de firmá-lo tem amparo na Lei de Criação da EBC (Lei n°11.652, de 2008). Seu artigo 8º, inciso VI, diz expressamente que “compete à EBC prestar serviços no campo de radiodifusão, comunicação e serviços conexos, inclusive para transmissão de atos e matérias do governo federal”. A direção da empresa também entendeu que, a partir de um trabalho de excelência em torno de um evento internacional de grande repercussão, a EBC terá oportunidade inédita para reafirmar sua competência e relevância como empresa pública de comunicação.
A EBC é uma empresa pública, que tem compromisso com a cidadania e a missão de criar e difundir conteúdos que contribuam para a formação crítica das pessoas. Neste contexto, nada mais obrigatório que o engajamento de todos os seus veículos na causa do 8º Fórum, independentemente de haver ou não contrato. Mas nestes tempos de orçamento apertado em todo o setor público, é o contrato que cria condições financeiras para a produção e realização de programas especiais e grandes reportagens em todo o Brasil. Custos com programas e transmissões ao vivo, especialmente durante os sete dias de evento, também serão cobertos pelo contrato.
Estimular o debate e produzir informações sobre o bom e o mau uso da água, o reúso, o compartilhamento da água, a crise hídrica, o saneamento básico são tarefas das quais uma empresa pública de comunicação não pode se omitir. Estes temas são de interesse tanto da TV NBR (do governo federal), como das oito emissoras públicas de rádio, da Agência Brasil, TV Brasil e Voz do Brasil.
As ações de comunicação não se resumem à cobertura jornalística do evento internacional, que será realizado de 18 a 23 de março, em Brasília. Também estamos produzindo conteúdos jornalísticos, informativos e educativos para sensibilizar e mobilizar o cidadão para a importância do tema e do Fórum da Água. Pelo contrato, a EBC também produzirá programas de caráter educativo que a ANA pretende distribuir nas escolas da rede pública. A conscientização das crianças e jovens sobre o uso racional da água é fundamental para garantir a preservação deste bem para as gerações futuras.
O jornalismo da EBC não está submetido à ANA ou à pauta do 8°Fórum. Muito ao contrário, a ANA é quem está contando com a força de um conglomerado de comunicação para potencializar o alcance de conteúdos noticiosos de interesse mútuo. O contrato não limita a produção de matérias e reportagens sobre a questão da água. Não há interferência. As pautas são definidas pela direção de jornalismo, e não pelo contratante. O contrato não produziu nenhuma alteração na grade de programação dos veículos da EBC.”

domingo, 14 de janeiro de 2018

Pnud seleciona Jornalista para Ministério do Meio Ambiente

O contrato, vinculado às ações para proteção da camada de ozônio no Brasil, é por um período de 300 dias e a remuneração total R$ 80 mil.


Por Chico Sant'Anna


O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) seleciona um Jornalista, na condição de Consultor, para atuar para o Ministério do Meio-Ambiente. Ao escolhido caberá o desenvolvimento de produtos de comunicação, realização de marketing para a promoção de eventos e cursos e divulgação das atividades e resultados dos projetos implementados no âmbito das ações para proteção da camada de ozônio no Brasil.
O candidato deverá ser graduado em Jornalismo ou Comunicação Social, habilitação Jornalismo. Será exigida a apresentação do Diploma. Além disso, deverá comprovar experiência profissional comprovada na produção de texto e produção audiovisual. Requer-se ainda habilidade em utilizar programas computacionais (Pacote Office e Pacote Adobe). Fluência - leitura, fala e escrita - na língua inglesa e espanhola e ter disponibilidade para viagens.
O contrato é por um período de 300 dias e o contratado irá trabalhar em Brasília/DF. Para esse período, o consultor receberá a importância de R$ 80 mil, que serão pagos em oito etapas, na medida que forem concluídas determinadas demandas.
Os interessados deverão envia seus currículos por e-mail ao endereço eletrônico até 28/01/2018. No campo assunto da mensagem deve constar apenas “TOR Comunicação - Projeto BRA/16/G71”, código que também deve constar no cabeçalho ou título do currículo.

Para ler a íntegra do edital, clique aqui.

O que o brasileiro pensa sobre o viés partidário da imprensa

No Brasil, 48% acham que os órgãos de imprensa não reportam diferentes posições sobre as questões políticas do debate público.


Publicado originalmente em  El Pais



O brasileiro quer uma mídia imparcial, mas quando comparado aos cidadãos de outras nacionalidades, é um dos povos com maior tolerância ao viés partidário da imprensa, segundo pesquisa realizada pelo Pew Research Center. Apesar das diferenças nos meios de comunicação e estruturas políticas, três quartos dos entrevistados em 38 países concordam que nunca é aceitável para uma organização de notícias favorecer um partido político em detrimento de outro.

O Brasil ficou abaixo da média mundial: 60% dos participantes rejeitam o partidarismo da imprensa, um resultado que só é maior do que o registrado no Vietnã (57%), Filipinas (52%), Israel (47%) e Índia(25%).

Mesmo entre os brasileiros com maior nível de escolaridade (ensino médio ou mais), a porcentagem dos que não aceitam o partidarismo (72%) é mais baixa do que a média global (75%). E essa tolerância fica maior entre os entrevistados com menos estudo: 50% rejeitam o viés partidário.

A maior rejeição ao viés partidário da mídia foi identificada nos países europeus pesquisados. Espanha (89%), Grécia (88%), Polônia (84%) e Suécia (81%) são os países que apresentam uma oposição mais forte. Apesar de uma rejeição ainda alta, os europeus que censuram menos o partidarismo são os italianos (74%) e os franceses (76%).

Há uma tendência mundial em achar que a imprensa não cobre de maneira equilibrada os temas políticos. Na América Latina, esse aspecto é acentuado: na média, 54% acham que os órgãos de imprensa não reportam diferentes posições sobre as questões políticas do debate público. Na Argentina, 55% acham que a imprensa falha neste ponto. No Brasil, o índice atinge 48%.

Os dados são resultado de uma pesquisa com quase 42.000 pessoas realizada entre fevereiro e maio de 2017 e publicada nesta quinta-feira. No consenso global contra o viés da mídia, há exceções em países como Índia, Israel e Filipinas, onde quatro em cada 10 entrevistados consideram aceitável que um meio de comunicação, às vezes, favoreça um partido político. 27% dos brasileiros também aceitam o partidarismo "as vezes", um percentual superior ao da média mundial de 20%.

O trabalho diário da mídia, para leitores e espectadores, também foi abordado pela pesquisa. O estudo identificou uma satisfação geral em relação ao desempenho da mídia impressa, rádio e televisão –, 73% dos entrevistados consideram que a mídia faz um trabalho bom na cobertura de grandes acontecimentos. Mas o grau de satisfação muda em diferentes regiões pesquisadas, sendo os latinos são os mais críticos em relação à qualidade da cobertura de grandes eventos da imprensa.

Para uma parte dos chilenos (43%), argentinos (41%) e colombianos (41%), a mídia não faz uma cobertura adequada. Há apenas dois países em que a maioria dos entrevistados disse que a mídia não faz um bom trabalho no quesito acontecimentos: Grécia (57%) e Coreia do Sul (55%). No Brasil, 28% dos entrevistados afirmam que a imprensa não faz uma boa cobertura; 66% afirmam que a imprensa tem uma cobertura boa ou muito boa.

Embora sejam moderadas na maioria dos casos, as maiores críticas estão em relação a membros dos governos. Os gregos e os sul-coreanos são os mais críticos: 72% consideram que seus meios de comunicação não informam bem sobre o desempenho do Executivo e seus membros. A avaliação dos holandeses (82%), indonésios (85%) e tanzanianos (89%) nesse aspecto é mais positiva: a grande maioria considera que a imprensa faz seu trabalho “bem” ou "muito bem".

Entre os brasileiros, 37% criticam o trabalho de supervisão do Governo, enquanto 57% elogiam.

O estudo também avaliou o tipo de informação que é mais seguida. Mais de duas em cada três pessoas entrevistadas seguem notícias locais ou nacionais, uma proporção menor quando se trata de informações internacionais (com uma média de 57% em todo o mundo). O interesse informativo dos habitantes de outros países em relação aos Estados Unidos, a grande potência mundial, é ainda mais baixo: apenas 48% na média global.


A América Latina é a região com menor interesse nos EUA 32%, contra 53% da Ásia, 52% da África e 51% da Europa.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Três vagas para Jornalistas no Ministério da Integração Nacional

As inscrições, via internet, se encerram nesta terça-feira, 9 de janeiro de 2018, às 18 horas.

Por Chico Sant'Anna
Atenção jornalistas em busca de empregos. Três editais de seleção simplificadas de Jornalistas foram publicados no Correio Braziliense, edição de sábado 6 de janeiro de 2018, com término das inscrições nesta terça-feira 9 de janeiro de 2018, às 18 horas. Assim, vapt vupt, para poucas pessoas se darem conta da oferta. Todas as vagas são para atuar junto ao Ministério da Integração Nacional, para a produção de material jornalístico de cunho institucional referente ao Projeto Interáguas.
A seleção acontece por meio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Os contratos são por prazo determinado, oito meses, e os profissionais selecionados serão contratados na condição de consultor e receberão por seus serviços na medida em que forem completando o material demandado. Serão cinco parcelas. Os valores da remuneração não são previamente definidos – ou pelo menos não foram informados publicamente – e haverá uma negociação de valores entre o selecionado e o organismo.
O desempenho das funções dar-se-á na localidade de residência do candidato, mas é preciso prever, pelo menos, seis deslocamentos para reuniões que acontecerão em Brasília. São previstas também viagens para outras localidades do país.
A seleção se dá por meio de três diferentes termos de referência: 8531, temática Abastecimento de Água e Saneamento; 8528, temática Água e Irrigação e Gestão dos Recursos Hídricos; e 8533, temática Abastecimento de Água e Saneamento. Para todos eles, as inscrições terminam às 18 horas desta terça, 9/1.
Nas três opções é exigido que o candidato seja portador de diploma de nível superior em Comunicação Social, habilitação Jornalismo e que possua registro profissional. Além disso, será exigida a experiência profissional prévia de pelo menos cinco anos na produção de matérias para veiculação em mídia impressa: revistas, jornais, artigos, boletins.
Para o termo de referência 8528, exige-se ainda, experiência profissional pregressa na elaboração de conteúdos de materiais de ações institucionais de utilidade pública para páginas institucionais, e de, pelo menos, cinco anos de atividades que envolvam planejamento de comunicação (público interno e externo)

Inscrições e outras informações, clique aqui.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Radiodifusão: Suspeita de irregularidades causa demissão no Ministério

Secretária de Radiodifusão, do antigo Ministério das Comunicações, hoje MCTIC, deixa o cargo após de ser acusada de favorecer empresas e fundações na concessão de repetidoras de canais de rádio e TV


Da redação do semanário Brasília Capital

Depois de questionamentos feitos por empresas de comunicação de São Paulo sobre a violação de exigências técnicas e jurídicas em dezenas de concessões de canais de rádio TV, a secretária de Serviços de Radiodifusão do Ministério de Ciências, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Vanda Jugurtha Bonna Nogueira, foi exonerada do cargo no dia 2 de janeiro. Mas o ato publicado no Diário Oficial da União diz que a demissão foi “a pedido”.
O MCTIC respondeu, em nota enviada ao Brasília Capital, na quinta-feira (4), que o desligamento de Vanda deve-se apenas “a questões particulares e de trajetória profissional”. E elogiou o trabalho da ex-secretária. “Vanda exerceu com competência e lisura as tarefas à frente da Secretaria, como ações em favor da migração das emissoras de rádio de AM a FM, a desburocratização do setor e a progressiva implementação do sinal digital de televisão no país, entre diversas outras ações que contribuíram com o setor de radiodifusão e sua função social no Brasil”.
No dia 21 de dezembro, o portal Brasília Capital noticiou a situação da agora ex-secretária.  As irregularidades atribuídas a Vanda Jugurtha entre 2016 e 2017 foram apresentadas às comissões de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal, e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados.
De acordo com a denúncia protocolada nos três órgãos, as Autorizações de RTV assinadas pela secretária de Serviços de Radiodifusão violam exigências técnicas e jurídicas. De acordo com a denúncia, um grupo específico de empresas e fundações estaria sendo beneficiado. Entre elas, são citadas as entidades Fundação Educacional Comendador Avelar Pereira de Alencar, Fundação Guilherme Muller, Fundação de Fátima e Fundação Padre Luiz Bartholomeu, além das empresas Miller Propaganda e Marketing Ltda  e Emmanuel Telecomunicações Ltda-EPP.
Antes de assumir o cargo no MCTIC, Vanda Jugurtha advogou para vários grupos de comunicação no País. Notícia publicada pela Folha de S. Paulo em 2016 dá conta de que entre esses veículos estão afiliadas da Rede Globo, como a TV Diário, de Mogi das Cruzes (SP). Na Secretaria, Vanda Jugurtha tinha a competência de supervisionar a “regulamentação da outorga para exploração dos diversos serviços de radiodifusão” e “acompanhar a exploração dos serviços”.

Procurado pelo Brasília Capital, em dezembro o MCTIC respondeu que “recebeu as notificações” e esclareceu que “todos os assuntos pertinentes às denúncias serão auditados”. A secretária Vanda Jugurtha não atendeu o jornal nas várias tentativas de contato. A reportagem também não conseguiu contato com as entidades citadas na denúncia. O MCTIC não respondeu, quinta-feira (4), se os atos irregulares atribuídos a Vanda Jugurtha serão anulados após seu afastamento da função.